"A greve desta quarta-feira na Sociedade de Transportes
Coletivos do Porto não teve reflexos no serviço da madrugada e afetou apenas o
serviço de 10 dos 115 autocarros escalados para o princípio da manhã, disse
fonte da transportadora.
Cerca das 9 horas, estavam em circulação 105 dos 115 autocarros previstos, ou
seja, 91,3% da frota escalada, afirmou a fonte.
A rede da madrugada funcionou a 100%, acrescentou, citando números da 1 hora.
Contactado pela agência Lusa, o dirigente sindical Jorge Costa admitiu que
estes números "não estão muito distantes da realidade" e das previsões das
estruturas representativas dos trabalhadores, "que apontavam para adesões à
greve de 20 a 30%, nas primeiras horas dos turnos.
Jorge Costa disse que as instruções dadas aos trabalhadores foram no sentido
de pararem na ponta final dos turnos, "de forma a minorarem o seu prejuízo".
Neste sentido, o dirigente sindical previu que os reflexos da greve se façam
sentir mais nos períodos entre as 12 e as 14 horas, bem como no final do dia.
Os sindicatos rodoviários convocaram para esta quarta-feira greves em
diversas operadoras públicas para contestar as alterações introduzidas na
revisão do Código do Trabalho".
Há alguns anos atrás (cinco, para
ser exacto), existia uma linha que, podendo não ser a mais conhecida dos
passageiros da STCP, seria, uma das linhas mais carismáticas que esta empresa
tinha.
Esta linha era
a única que atravessava a cidade do Porto, de lés-a-lés, passando pela Baixa.
Era também uma das linhas que ligava entre si o maior número de locais
importantes da cidade, entre hospitais, faculdades, jardins e locais de
comércio.E também era a
linha que levava não só muita gente ao futebol (passava nas proximidades dos
estádios das Antas e do Bessa) como também, e principalmente, levava muitas
gerações de portuenses para as praias.
É precisamente desta linha que hoje iremos falar. Da linha 78 (Hospital de São João – Castelo do Queijo), uma das mais longas de toda a rede STCP (entre as décadas de setenta e de noventa do século XX) como era a mais longa dentro da cidade do Porto.
Mapa com o percurso do 78. O percurso a azul era o que se fazia de dia, enquanto que o percurso a preto era o nocturno. Retirado da versão antiga do site da STCP.
O começo
Quem tem
acesso aos livros e a toda a documentação relativa à história da STCP, saberá
que os autocarros começaram a circular em Abril de 1948, com a linha C (Avenida
dos Aliados – Viso). É desta linha que se fala essencialmente quando se fala da
história dos autocarros desta empresa.
Todavia, em
Junho desse ano, a segunda linha a ser
inaugurada (no dia um de Junho de 1948) seria a linha D (Avenida dos Aliados –
Antas). Saía da Avenida dos Aliados e seguia para esta última localidade
através da Avenida Fernão de Magalhães, num percurso igual ao que hoje é
assegurado pela linha 305.
Artigo do jornal "O Comércio do Porto", de Junho de 1948, sobre a nova linha D.
O primeiro autocarro a efectuar a linha D, no artigo d´"O Comércio do Porto, de Junho de 1948.
E em dia de S.
João desse mesmo ano (vinte e quatro de Junho), o então Serviço de Transportes
Colectivos do Porto inaugurava a linha A (Avenida dos Aliados – Foz) que servia
as áreas residenciais do Campo Alegre, da Avenida Marechal Gomes da Costa e da
própria Foz. Tudo áreas que já eram (e continuam a ser) consideradas das mais
elegantes e selectas do burgo.
Aviso do STCP, a anunciar a nova linha A. Retirado do Jornal "O Comércio do Porto", de Junho de 1948.
Novos tempos
Durante vinte
e seis anos, estas duas linhas coexistiram separadamente. A D levava as pessoas
da Avenida dos Aliados até ás áreas residenciais das Antas (inicialmente) e ao
bairro Costa Cabral e á Areosa (mais tarde, quando a linha foi prolongada até
ao Hospital de S. João), sendo o percurso feito na então designada Via Nordeste
(actual Via Fernão Magalhães). A linha A levava os passageiros ás ditas áreas
selectas da Foz, como referimos anteriormente. Mas em vinte e seis anos, muita
coisa muda: a cidade do Porto expande-se cada vez mais para fora do centro, são
abertas novas vias de trânsito dentro da cidade, constroem-se centenas de
milhares de casas (incluindo os famosos bairros sociais) para não só albergarem
as pessoas vindas do interior do nosso País, como também os habitantes das
famosas “ilhas”, que proliferavam no centro do Porto.
E é nesses
novos tempos que surge então a necessidade da empresa se adaptar ás exigências
de um público que, na altura se tornava cada vez mais numeroso e que exigia
cada vez mais recursos. Daí que a empresa se tenha decidido em unir as linhas A
e D, passando a identificar a nova linha com o número 78. Esta decisão foi tomada e anunciada pública no dia dezanove
de Abril de 1974, e posta em prática no dia vinte e dois. Pouquíssimos dias
antes da célebre revolução dos cravos, portanto…
Noticia da fusão das linhas A e D a sua transformação no 78, noticia no jornal "O Primeiro de Janeiro", de 19 de Abril de 1974.
É nesse
período pós vinte e cinco de Abril (décadas de setenta e oitenta) que a linha
78 começa a ser operada da forma como muitos passageiros se recordam – com os
famosos autocarros Leyland Atlantean de dois pisos, já com a pintura laranja.
Posso mesmo dizer que gerações inteiras de portuenses (e não só) cresceram a
andar nesta linha – que tanto levava as pessoas para os seus locais de trabalho
ou estudo, como levava as pessoas para a praia, no Verão.
Duas fotografias de autocarros Leyland Atlantean ao serviço na linha 78, no Castelo do Queijo e na Praça da Liberdade (nesta última foto, o autocarro está à direita). Fotos de Christopher Leach.
Muitos também
se recordarão também das paragens para se meter gasóleo (em plena viagem com
passageiros!) ou então das voltas que os autocarros teriam que fazer dentro da
Praça D.João I que certamente não eram fáceis para os motoristas… ou então dos
dias em que muitos utilizavam os bancos para exprimirem os sentimentos ou
outros conseguiam viagens “gratuitas” agarrando-se aos autocarros, mas do lado
de fora.
Mais duas fotos de Cristopher Leach, retratando precisamente as voltas que os autocarros da linha 78 davam na Praça D. João I e o abastecimento de gasóleo.
Anos 90 e o fim
Com o progressivo
abate dos Leyland Atlantean de dois pisos nos finais da década de oitenta e
princípios da década de noventa do século XX, a STCP seria forçada a utilizar
autocarros Standard para os substituir, até porque na altura a empresa já tinha
linhas que necessitavam dos autocarros articulados que entretanto adquirira. Assim, e pelo menos até 1998, esta linha tinha ao seu serviço os autocarros da série 15XX-16XX
(os primeiros Mercedes-Benz ao serviço da STCP, carroçados pela CAMO),
cumprindo novas exigências a nível de conforto (estes autocarros foram
considerados mais silenciosos, menos poluentes e mais confortáveis que os seus
antecessores). Todavia, entre 1998 e 2000 os autocarros Volvo B10R (série
800-900) asseguraram esta linha, que chegava a contar com 16 autocarros em
circulação durante o dia.
E em 2000, a
STCP começa a operar novos autocarros a Diesel, com a numeração 2100. A grande maioria foi
carroçada pela Salvador Caetano com chassis Mercedes-Benz, embora não fosse
raro ver alguns autocarros integralmente construídos por esta empresa
germânica, adquiridos em 2004.
Duas fotos com os 21XX da STCP a fazer a linha 78, um na Rua Julio Dinis e outra no Castelo do Queijo. Segunda foto da autoria de Leandro Ferreira, da Transportes XXI.
Duas fotos com os 218X da STCP a fazer a linha 78, um no Hospital de São João e outro na Avenida dos Aliados.
Também era frequente ver-se autocarros da série 1700 (os primeiros autocarros de piso rebaixado da empresa) e, no Verão, para responder á procura existente (o 78 servia muita gente que procurava as praias do Porto) os articulados da série 1000 também davam uma ajuda.
Autocarro da série 17XX a fazerem a linha 78, sendo a primeira no largo do Viriato e a segunda no Castelo do Queijo. A segunda foto é da autoria de Leandro Ferreira, da Transportes XXI.
O que é curioso é ver que esta foto data de 1982... mas que viria a tornar-se realidade cerca de vinte anos depois. Nos primeiros anos da década do século XXI os autocarros articulados Volvo B10M prestaram serviço na linha 78, durante o Verão. Só não foi exactamente este modelo de autocarro a ser utilizado... Retirada do grupo do Facebook "Eu andei no 78!"
Autocarro 1011 a descer a rua dos Clérigos. Como se vê, foi tirada em pleno Verão. Foto de João Cunha, Transportes XXI.
Como se
tratava de uma linha muito extensa, e passava por locais onde o trânsito se
processava com dificuldade, não era raro ver muitos autocarros com viagens
“encurtadas”: faziam por exemplo trajectos somente para o Mercado da Foz, Praça
da Liberdade, Santa Justa… o que não raro provocava protestos da parte dos
muitos passageiros que continuaram a utilizar este serviço. É que na verdade
esta linha contava com um intervalo de dez minutos por dia que era preciso
respeitar e que nem sempre era suficiente para transportar todos aqueles que
queriam viajar nestes autocarros – como por exemplo, os estudantes das
faculdades situadas nos pólos da Asprela e Campo Alegre que iam e vinham daqueles
locais.
Todavia, com
a expansão do Metro e após diversos estudos, a STCP decide implementar a rede
de autocarros que hoje está em vigor, sacrificando então muitas das linhas de
autocarro existentes. E o 78 foi uma delas. No dia 31 de Dezembro de 2006 acabava-se
assim uma das linhas mais carismáticas do Porto, que serviu como eixo de
ligação entre o Hospital de São João, as Antas, a Baixa do Porto e a Foz.
Acabava-se assim uma linha que serviu muitas gerações de portuenses (e não só)
para as mais diversas ocupações. No dia a seguir sucediam-lhe as linhas 305
(Hospital de São João – Cordoaria) e a linha 203 (Marquês de Pombal – Castelo
do Queijo). Uma espécie de regresso ao passado…
Autocarro 1203 da STCP a fazer a linha 305, no Campo 24 de Agosto.
Porém, e como
esta linha de autocarro se transformou numa instituição que perdura na memória
de muitos passageiros, é frequente encontrar-se nas redes sociais grupos
dedicados ao 78 (“Eu Andei no 78 é um deles) ou então verem-se vídeos dedicados
a esta linha. O 78 foi uma
linha de autocarro que marcou uma cidade. Mas também foi uma linha com
história, pois resultou da fusão da 2ª e da 3ª linha de autocarros a serem
inauguradas no Porto.
Para a elaboração deste artigo, utilizaram-se as seguinte fontes: - Jornal o Comércio do Porto, Junho de 1948; - PT/ADPRT/EMP/STCP > Recortes de Jornais de 1972 a 1974 > Arquivo Distrital do Porto; - Site Transportes XXI; - Blog de Christopher Leach; - Grupo do Facebook "Eu Andei no 78!" - Site da STCP
"A comissão de trabalhadores (CT) da Sociedade de Transportes
Coletivos do Porto (STCP) pediu a intervenção urgente do primeiro-ministro na
nomeação de novo conselho de administração da empresa e ameaçou com uma greve
indeterminada caso isso não aconteça.
"Solicitamos a intervenção imediata do Exmo. Sr. primeiro-ministro na
nomeação do novo conselho de administração, já que não podemos aceitar que a
responsabilidade do Governo se limite a cortar os subsídios de férias e de Natal
dos nossos trabalhadores e a subir os preços dos tarifários dos transportes
públicos", escreveu a CT numa carta dirigida sábado ao primeiro-ministro, Pedro
Passos Coelho.
A CT da STCP afirma que, "caso não seja nomeado o conselho de administração
até ao final do mês de julho", vai ser efetuado um pré-aviso de greve "por tempo
indeterminado".
Apesar da posição da CT, fonte oficial do Ministério da Economia disse à Lusa
na sexta-feira que André Sequeira e César Navio já assumiram funções como únicos
elementos executivos da nova administração, com o conselho de administração
liderado por Fernanda Meneses a ter cessado funções no sábado.
"As competências de governação do Exmo. Sr. ministro da Economia e do Exmo.
Sr. secretário de Estado dos Transportes não podem ser apenas céleres na
difamação acerca de falsas mordomias e muito lentas na resolução dos problemas",
acusa a comissão de trabalhadores da empresa de transportes, acrescentando que o
Governo está a "abandonar o Porto e a sua Área Metropolitana", num processo que
classifica de "trapalhada" e "vergonha".
No início de junho, o presidente da Junta Metropolitana do Porto, Rui Rio,
indicou que o modelo de governo para as empresas de transportes do concelho
estava já fechado.
O autarca disse, na altura, que STCP e Metro partilhariam o mesmo conselho de
administração executivo (três elementos), mantendo a empresa de transporte
ferroviário mais quatro administradores não executivos, três dos quais indicados
pela JMP.
No entanto, João Velez de Carvalho foi o nome proposto pelo Governo para
presidente da administração da Metro do Porto já aprovado pela JMP na reunião de
sexta-feira, mas que não chegou a ser eleito devido à suspensão da
assembleia-geral da empresa nesse mesmo dia por ausência do representante do
Estado.
A assembleia-geral da Metro do Porto, agendada para sexta-feira com o
objetivo de eleger os novos órgãos sociais, foi suspensa por 15 dias,
mantendo-se Ricardo Fonseca na presidência do conselho de administração.
Ainda na sexta-feira, o também presidente da JMP, Rui Rio, afirmou à Lusa que
houve "interferências" de membros do Governo na tentativa de eleição da nova
administração da Metro do Porto, para "politicamente fragilizar mais o ministro
da Economia"."
Entraram esta semana ao serviço os novos mini-autocarros da STCP. São dez autocarros que já estão à disposição dos clientes desta empresa, nomeadamente na linha ZM (Zona Massarelos) e ZF (Zona Francelos), juntando-se assim ás Mercedes Sprinter que já faziam estas linhas.
Estes autocarros, montados pela Salvador Caetano e assentes sobre a plataforma Volkswagen Crafter, têm capacidade para 20 lugares (18 lugares, se levar uma cadeira de rodas), dos quais 15 são sentados. Contam igualmente com duas portas de acesso (uma delas na traseira), ar condicionado, câmara de vigilância, acesso fácil a cadeira de rodas entre outras funcionalidades.
A entrada ao serviço destes autocarros (que são dez, ao todo) permitirá que a linha ZR (Zona Rio) passe a ser operada com veículos STCP. Esta linha terá igualmente uma alteração importante no seu percurso, passando a servir a área da Bonjóia, em Campanhã. Certamente uma boa novidade para os habitantes daquela localidade e para a junta de freguesia de Campanhã, que já havia solicitado à STCP esta alteração.
"As linhas da Empresa de Transportes
Gondomarense (ETG)e da Auto-Viação Pacense que a Sociedade de Transportes
Coletivos do Porto (STCP) estava a explorar vão ser retomadas pelas empresas que
detém as concessões. Num comunicado, a STCP informa que, a partir de dia 1 de Julho, as linhas 10, 55, 68, 69 e 70 voltam a ser exploradas diretamente pela
ETG, acontecendo o mesmo com a linha 64, que volta a ser explorada pela Pacense.
As linhas referidas manterão válido, até final de 2012, o tarifário
monomodal STCP, a par do tarifário Andante. “Só muda a responsabilidade pela
operação e pela informação sobre as linhas”, informa a STCP, adiantando que
os percursos continuarão a ser os mesmos.
Estas linhas estavam a ser
exploradas pela STCP na sequência de contratos estabelecidos com as duas
empresas privadas, que detinham as concessões. “A transferência da
responsabilidade de exploração surge na sequência de um conjunto de medidas de
reestruturação do sistema de transportes ditadas pelo Governo, enquadradas pelo
Plano Estratégico de Transportes”, explica a STCP."
NB: Há apenas uma pequena correcção que pretendo fazer: a STCP não vai devolver as linhas exploradas por contrato, vai sim devolver quatro linhas exploradas a contrato e vai dar uma à ETG.
A linha que irá ser dada é a 55, que começou a ser operada por autocarros da STCP. A linha foi inaugurada em Abril de 1974 (uns breves dias antes do 25 de Abril) e nessa altura a STCP (ainda) não pensava em celebrar contratos desta natureza.
E aqui segue uma prova daquilo que está a ser afirmado - um artigo do saudoso jornal "O Comércio do Porto", datado dessa altura.
Nos próximos dias dois e três de Junho, a Fundação de Serralves irá realizar uma festa cultural, na qual estará aberta ao público durante quarenta horas seguidas.
É uma excelente oportunidade para todos aqueles que apreciam cultura e arte, assim como os jardins da Casa de Serralves, dado que a entrada é inteiramente gratuita.
E numa festa deste tipo, a STCP não deixa de estar presente. Para além da oferta regular (a Fundação de Serralves é servida pelas linhas 201, 203, 502 e 504) estarão disponíveis dois serviços de vaivém: um (diurno), que ligará a Casa da Música a Serralves e outro (nocturno) que ligará a baixa do Porto a Serralves. Ambas as ligações terão uma frequência de 30 minutos, cada uma.
No entanto, é preciso ter em conta que enquanto o vaivém Baixa - Serralves é gratuito; o vaivém Casa da Música Serralves é pago, segundo o tarifário comercial em vigor.
Como se pode ver, a utilização deste serviço será uma excelente opção
para quem quer vir a este festival, visto que poderá ser mais económico e
com menos inconvenientes do que trazer o carro, dado que o
estacionamento na área de Serralves não é propriamente fácil. No entanto, espera-se que esta festa seja um enorme sucesso, como aliás, tem sido hábito nos últimos anos. E espera-se que este evento passe de um hábito a tradição. Uma tradição seguida por milhares e milhares de pessoas, algumas delas, utilizadoras dos serviços da STCP e do Metro do Porto.
"A administração da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto
anunciou, esta terça-feira, que a empresa atingiu o "equilíbrio operacional",
pela primeira vez desde a década de 1970.
Segundo uma nota à imprensa "a taxa de cobertura dos gastos operacionais
pelos proveitos operacionais, excluindo os gastos com as amortizações e
incluindo a cobertura do serviço social prestado, atingiu em Abril de 2012 os
100% pela primeira vez, com um EBITDA positivo de 1,9 milhões de euros".
Na mesma nota, a administração da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto
(STCP) afirma que regista um "aumento da receita de transporte em cerca de 10%"
apesar de "uma quebra na procura de 9,5%". Um desempenho que a STCP atribui a
"medidas de racionalização" nomeadamente "a saída de 1500 trabalhadores" nos
últimos 14 anos. Em abril, o efetivo da empresa era de 1300 trabalhadores.
A administração liderada por Fernanda Meneses, que cessará em breve funções,
afirma no comunicado que o que "STCP antecipa objetivo assumido pelo Governo",
ao atingir o equilíbrio operacional.
Segundo os números divulgados, "o resultado operacional melhorou cerca de 10%
relativamente a 2011 não obstante a redução dos subsídios de exploração devidos
pelo serviço social prestado em quase 3 milhões de euros". Para este resultado
terão contribuído "as diminuições de 17% dos gastos com pessoal e de 11% dos
gastos de depreciações e amortizações", afirma a nota à imprensa.
No entanto, os resultados financeiros, sem SWAPS, foram de 6,7 milhões de
euros negativos, contra 3,4 milhões de euros negativos em 2011, "em resultado da
dívida histórica da empresa e do elevado custo do dinheiro", segundo a
administração da STCP."