22/05/12

STCP anuncia equilíbrio operacional pela primeira vez em 40 anos

"A administração da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto anunciou, esta terça-feira, que a empresa atingiu o "equilíbrio operacional", pela primeira vez desde a década de 1970.

Segundo uma nota à imprensa "a taxa de cobertura dos gastos operacionais pelos proveitos operacionais, excluindo os gastos com as amortizações e incluindo a cobertura do serviço social prestado, atingiu em Abril de 2012 os 100% pela primeira vez, com um EBITDA positivo de 1,9 milhões de euros".

Na mesma nota, a administração da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) afirma que regista um "aumento da receita de transporte em cerca de 10%" apesar de "uma quebra na procura de 9,5%". Um desempenho que a STCP atribui a "medidas de racionalização" nomeadamente "a saída de 1500 trabalhadores" nos últimos 14 anos. Em abril, o efetivo da empresa era de 1300 trabalhadores. 

A administração liderada por Fernanda Meneses, que cessará em breve funções, afirma no comunicado que o que "STCP antecipa objetivo assumido pelo Governo", ao atingir o equilíbrio operacional.

Segundo os números divulgados, "o resultado operacional melhorou cerca de 10% relativamente a 2011 não obstante a redução dos subsídios de exploração devidos pelo serviço social prestado em quase 3 milhões de euros". Para este resultado terão contribuído "as diminuições de 17% dos gastos com pessoal e de 11% dos gastos de depreciações e amortizações", afirma a nota à imprensa.

No entanto, os resultados financeiros, sem SWAPS, foram de 6,7 milhões de euros negativos, contra 3,4 milhões de euros negativos em 2011, "em resultado da dívida histórica da empresa e do elevado custo do dinheiro", segundo a administração da STCP."

20/05/12

STCP nos anos 80.


Por vezes, a história da STCP não se encontra somente nos arquivos da empresa. Muitas das vezes, são os cidadãos anónimos que registam momentos únicos e irrepetiveis.

Hoje, escolhemos um vídeo da autoria do sr António Tavares, que filmou a Praça de D. João I e a Avenida dos Aliados, situadas na cidade do Porto. O vídeo data de 1980, numa cidade totalmente diferente daquela que é hoje. 

Repare-se que hoje, por exemplo, a Praça D.João I já não é um terminal de autocarros e que a Avenida dos Aliados já não tem os canteiros de flores. 

E muito menos que a STCP ainda tenha ao activo os autocarros Leyland de dois andares, carroçados pela Salvador Caetano; e os Volvo B58, carroçados pelas empresas UTIC, CAMO e Salvador Caetano, que aparecem repetidamente nestas imagens. Isto para não falar do troleicarro que aparece de relance.

Com sorte, as crianças que aparecem no vídeo já serão bem graúdas e certamente que serão pais de família. Quem sabe? :-) 

16/05/12

Trabalhadores da STCP solicitam intervenção de Cavaco Silva

A Comissão de Trabalhadores (CT) da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) solicitou a intervenção do Presidente da República para pôr fim "à intervenção abusiva do Conselho de Administração da empresa nas eleições da CT".

Os representantes dos trabalhadores denunciam, numa carta enviada a Cavaco Silva, a "tentativa clara" da administração "de denegrir o coordenador da CT", que se recandidata ao cargo. As eleições realizam-se na quinta-feira.

"Esta CT repudia o comportamento do Conselho de Administração (CA) na tentativa de denegrir a imagem do nosso coordenador, em momento eleitoral (...), pelo motivo de este órgão ter exigido a intervenção e fiscalização do Governo nos atos de gestão pouco claros, na nossa opinião, e sem informação a esta CT (venda de património, entre outros)", lê-se numa carta enviada na terça-feira a Cavaco Silva, a que a Lusa teve hoje acesso.

Os representantes dos trabalhadores lembram que "a CT rege-se pela intervenção democrática de todos os seus membros, legalmente eleitos, no Centro de Gestão da Empresa, logo, é de todo inadmissível que uma atitude da CT seja personificada no seu coordenador numa 'Informação' difundida a todos os trabalhadores da empresa com o objetivo claro de denegrir a sua imagem".

"Esta atitude é ainda mais grave porque a STCP está em período eleitoral para a CT e o nosso coordenador é um 'cabeça de lista' de um grupo de trabalhadores para o próximo mandato deste órgão", lê-se.

Assim, os representantes dos trabalhadores solicitam "os bons ofícios" do Presidente da República, "no âmbito de cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa, no apuramento de responsabilidades do ora denunciado".

A CT da STCP pediu, na segunda-feira, a "intervenção urgente" do Governo na empresa para acabar com a "gestão danosa" do Conselho de Administração.

Na carta aberta enviada ao secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, a CT solicitava a "intervenção de todos os órgãos de fiscalização e soberania para colocar um fim à hiperatividade lesiva aos interesses da STCP dos últimos três meses por parte desta administração em gestão", lembrando que o seu mandato terminou a 31 de dezembro do ano passado.

Contactada pela Lusa, a administração "desmentiu categoricamente todos os pontos contidos na carta" e "apenas pode compreender e lamentar que a carta e o seu conteúdo, totalmente inverosímil" tenha sido dada à comunicação social "no âmbito das eleições para a CT".

"A STCP não pactua com manobras eleitorais e lamenta a tentativa de manipulação da comunicação social que elementos recandidatos à CT fazem, utilizando em benefícios pessoais um órgão importante como é a CT", acrescentou a administração.

A administração adiantou ainda "reafirmar a defesa intransigente e permanente dos interesses da empresa", afirmando que "tal é demonstrado indubitavelmente pelos resultados apresentados nos últimos anos que fazem da STCP a melhor empresa de transporte público em Portugal".

A Comissão de Trabalhadores, por outro lado, considera "crucial" que as contas e contratos celebrados pela administração sejam retificados pelo Tribunal de Contas e órgãos de soberania "face às medidas lesivas que têm vindo a ser adotadas" nos últimos meses.

Fonte: Jornal de Noticias

14/05/12

140 Anos de Carro Americano no Porto

Retirado do Facebook da STCP

Amanhã é o dia em que se comemoram 140 anos em que se introduziu pela primeira vez o Carro Americano no Porto, cidade que também foi a primeira do País a estrear este meio de transporte. 

Assim, a STCP decidiu oferecer a todos viagens gratuitas em toda a sua rede de eléctricos, assim como visitas gratuitas ao Museu do Carro Eléctrico. 

Embora seja a um dia da semana, sugerimos que quem possa, venha dar um passeio na rede de eléctricos (os sucessores do Carro Americano) e conheça toda a história dos Transportes Colectivos do Porto, no referido Museu. A única coisa que irá custar (e que pode não dar como perdido) é algum do seu tempo... 

Trabalhadores da STCP acusam administração de "gestão danosa"

A Comissão de Trabalhadores da Sociedade de Transportes Colectivos do Porto pediu esta segunda-feira uma "intervenção urgente" do Governo na empresa para acabar com a "gestão danosa" do Conselho de Administração. 

Numa carta aberta enviada ao secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, a Comissão de Trabalhadores (CT) solicita a "intervenção de todos os órgãos de fiscalização e soberania para colocar um fim à hiperatividade lesiva aos interesses da STCP dos últimos três meses por parte desta administração em gestão", lembrando que o seu mandato terminou a 31 de dezembro do ano passado.

Contactada pela Lusa, a administração "desmente categoricamente todos os pontos contidos na carta" e "apenas pode compreender e lamentar que a carta e o seu conteúdo, totalmente inverosímil" tenha sido dada à comunicação social "no âmbito das eleições para a CT", que decorrerão na quinta-feira.

"A STCP não pactua com manobras eleitorais e lamenta a tentativa de manipulação da comunicação social que elementos recandidatos à CT fazem, utilizando em benefícios pessoais um órgão importante como é a CT", acrescenta a administração.

A administração adianta ainda "reafirmar a defesa intransigente e permanente dos interesses da empresa", afirmando que "tal é demonstrado indubitavelmente pelos resultados apresentados nos últimos anos que fazem da STCP a melhor empresa de transporte público em Portugal".

A Comissão de Trabalhadores, por outro lado, considera "crucial" que as contas e contratos celebrados pela administração sejam retificados pelo Tribunal de Contas e órgãos de soberania "face às medidas lesivas que têm vindo a ser adotadas" nos últimos meses.

Os trabalhadores criticam o facto do encerramento da atividade de exploração de autocarros turísticos panorâmicos da empresa STCP Serviços ter ocorrido "um mês antes de o administrador nomeado pela STCP abandonar o CA e no 'dia seguinte' ser contratado pela empresa Douro Azul, iniciando um serviço com as mesmas características".

"Todo este processo é, no mínimo, ética e moralmente atacável, sendo mais grave quando tomado em final de mandato", afirma.

Também a assinatura de um contrato em final de abril com o operador privado ETG, "com um conjunto de contrapartidas que vão para além das definidas pelo Grupo de Trabalho nomeado pela Secretaria de Estado dos Transportes" é alvo de críticas.

Os trabalhadores acusam ainda a administração de vender viaturas Mercedes por um valor muito abaixo do valor de mercado "sem abertura de concurso ou anúncio para venda", bem como criticam a STCP por estar a reparar motores por 25 mil euros quando os mesmos motores novos e com garantia de 18 meses custam 11.500 euros.

A CT condena ainda "o silêncio da administração" na defesa da empresa, "quando difundem aos sete ventos os bons resultados operacionais da Metro do Porto, numa ação de clara promoção da empresa antes do anunciado processo de fusão" da Metro e STCP.

"Este CT não compreende que não difundam na mesma informação que 66 por cento do CA são quadros da Metro do Porto", sublinha.

Para a CT, "esta gestão revela-se danosa ao interesse dos dinheiros públicos num claro favorecimento aos operadores privados e às justificações pouco plausíveis dos resultados de gestão do próprio CA".

"O CA tem mostrado mais vitalidade nos últimos três meses do que nos seis anos de mandato em plena funções", constatam os trabalhadores.

Fonte: Jornal de Noticias

07/05/12

Cortejo da Queima das Fitas - Alterações ao Serviço

Amanhã, dia 8 de Maio, realiza-se mais um Cortejo da Queima das Fitas, da Academia do Porto. Será mais um dia especial para todos os estudantes do ensino superior desta cidade (e arredores) e que tornará as ruas da Baixa do Porto completamente diferentes por um dia. 


Retirado do Facebook da STCP
 
O desfile, como de costume, realizar-se-á com o seguinte trajecto (salvo alguma alteração de última hora): Rua da Restauração, Cordoaria, Rua dos Clérigos, Praça da Liberdade e Avenida dos Aliados.
Num desfile desta natureza, e tendo em conta que os arruamentos acima referidos vão encher-se de estudantes, familiares e até mesmo de simples curiosos, prevêem-se fortes perturbações do serviço da STCP. Enquanto que na maioria das linhas prevêem-se alterações de percursos, noutras prevêem-se encurtamentos de percurso, com alterações dos términos na cidade do Porto. Prevê-se igualmente a supressão de uma linha, neste caso a ZM.

Assim, recomenda-se que:
- Que se planeie atempadamente os trajectos que amanhã se vão fazer. É preciso não esquecer que haverão alterações do serviço a partir do meio-dia, e que durarão toda a tarde e parte da noite;
- A partir do meio-dia, e dependendo da linha que vai utilizar, que se dirijam aos locais onde se realizarão os trajectos alternativos;
- Se contacte a STCP no sentido de se saber quais são as ruas contempladas pela designação etc, que é indicado nalgumas linhas descritas neste cartaz.

Prevê-se que na Quarta-Feira, dia 9 de Maio, os serviços voltem a funcionar normalmente.

06/05/12

Desfile de Carros Eléctricos

Na tarde do dia 5 de Maio, realizou-se mais um desfile de carros eléctricos da STCP. Este evento teve um sabor especial, até porque este ano se comemoram 140 anos do primeiro carro americano a circular na cidade do Porto.
Contrariando as perspectivas mais pessimistas em termos meteorológicos, o desfile realizou-se sob um Sol radioso, com a companhia de algumas nuvens que não constituíram qualquer ameaça de mau tempo.  
A adesão do público foi bastante significativa, não faltando quem usasse a máquina fotográfica ou a câmara de vídeo para registar estes momentos únicos. Momentos que incluíram a saída de seis carros eléctricos que habitualmente integram os desfiles (a saber, o eléctrico 100, 104, 163, 274, 288 e  uma das novidades, o 373). Para além disso, o desfile também contou com o atrelado nº1 e a estrela da tarde, o carro americano nº8.


Às 15h00, os carros eléctricos já estavam estacionados em frente ao Museu do Carro Eléctrico, estando expostos aos olhos do grande público.


Aqui ia suceder-se-ia a primeira surpresa da tarde: o carro eléctrico 104, rebocando o carro americano nº8, partiu em direcção á Alfândega do Porto. A bordo vários actores desempenharam o papel de passageiros do carro Americano, numa cena passada no século XIX. 

Na chegada á Alfândega, surge então a segunda surpresa da tarde: foram aparelhados dois cavalos ao Americano, para uma recriação completa das viagens que se faziam em 1872.



Após a aparelhagem dos cavalos, iniciou-se a viagem de regresso ao Museu do Carro Eléctrico, onde os restantes carros que integravam o desfile aguardavam as estrelas da tarde – uma viagem que não foi isenta de atrasos, dado que um dos passageiros do americano (um funcionário da STCP) caiu do veículo, cujas consequências pessoais, felizmente, não foram de grande monta. 


Com a chegada destes dois veículos, iniciou-se assim o desfile, tendo o americano nº8 assumido a dianteira, com os cavalos a demonstrarem um bom comportamento face ao que lhes era exigido. 

  
O primeiro destino foi o Passeio Alegre, um dos locais mais conhecidos da marginal do Douro, e muito próximo da Foz. E aqui os “passageiros do século XIX” continuavam a apreciar o passeio, sobre o olhar atento do público, que também aproveitava mais uma vez a ocasião para apreciar as belas máquinas que saíram para a rua. 

 

E aqui iniciou-se a segunda parte da viagem, com destino ao Infante. E mais uma vez se demonstrou que poucos ficaram indiferentes perante este desfile, entre população residente e os turistas.  


No Infante, esperava-nos o Orfeão Universitário do Porto, que brindou todos os presentes com um espectáculo musical. 



Todavia, a chegada ao Infante não foi isenta de peripécias: o eléctrico 288 teve alguns problemas de aderência aos carris, enquanto o 274 ficou com uma das resistências do motor queimada. Contudo, tais problemas acabaram por ser ultrapassados sem consequências de maior. Finalmente, encetou-se a viagem de regresso ao Museu do Carro Eléctrico. E aqui neste local foi-nos revelada mais uma surpresa: uma banda de jazz a tocar a bordo da Zorra nº. 58. Uma ideia original, que mereceu a atenção de grande parte dos presentes, que apreciaram os dotes de musica enquanto saborearam vários petiscos e bebidas que foram servidos num Porto de Honra. 


E assim se concluiu mais um desfile que, se não teve opiniões consensuais; incluiu alguns momentos inéditos neste tipo de eventos - tais como o grupo de actores que recriaram um grupo de passageiros do século XIX, assim como o concerto de Jazz referido anteriormente – e traduziu-se, mais uma vez, numa oportunidade de ver relíquias de Museu a circular nas ruas da bela cidade do Porto.

Autocarros da Queima (2)

Desde a noite de ontem para hoje que já está em curso a operação especial da Queima das Fitas, da STCP. Como foi noticiado anteriormente, a empresa disponibiliza duas ligações especiais: uma parte da Trindade e a outra tem como origem a Areosa (até ás 2:30), e o Hospital de São João (a partir das 2:30). Ambas têm como destino o Queimódromo, situado nos terrenos do Parque da Cidade.

   Retirado do Facebook da STCP 
 
Para além deste serviço especial, a STCP continua a disponibilizar aos seus clientes os serviços das linhas 1M, 205, 501 e 502 dentro dos horários habituais. Lembro que estas cinco linhas não são gratuitas, ao contrário dos vaivéns acima referidos. Como tal, todos os passageiros devem estar munidos do seu bilhete ou passe. 
Os vaivéns são directos - ou seja, não têm paragens intermédias - para que os estudantes possam chegar ao Queimódromo o mais rapidamente possível. Por isso alerta-se que se deve sempre apanhar os vaivéns na Trindade, na Areosa, ou no Hospital de S. João para a ida. No regresso, o Queimódromo é a única alternativa possível para o embarque nos vaivéns. 

        Retirado do Facebook da STCP

Recordo mais uma vez que a STCP coloca á disposição de todos os utilizadores dos vaivéns autocarros de grande capacidade, preparados para levar todos os estudantes (e não só) para as noites da Queima das Fitas. E as frequências, recorde-se, e dependendo dos dias, variam entre os 12 e os 20 minutos. Por isso, se perder um autocarro (ou não tiver lugar), não terá que aguardar muito tempo até chegar outro... :-) 

Assim, está tudo reunido para uma Queima das Fitas inesquecível. Espera-se então que todos os estudantes (e não só) aproveitem a Queima das Fitas da melhor forma,  visto que este festa é uma etapa única na vida académica de qualquer pessoa que frequente o ensino superior. 

01/05/12

Desfile de Eléctricos

Retirado do site da STCP
 
Já este Sábado. A não perder, até porque se comemoram 140 anos dos eléctricos na cidade do Porto. 

Câmara e oposição contra suspensão da linha da STCP que iria servir Centro de Reabilitação do Norte

"A Câmara de Gaia e a oposição socialista criticaram a diminuição na frequência e futura suspensão da linha ZF da STCP, lembrando a abertura para breve do Centro de Reabilitação do Norte, que poderá potenciar a sua rentabilidade.


"Atendendo a que futuramente, e esse futuro é muito em breve, vamos ter uma grande unidade hospitalar, que é o Centro de Reabilitação do Norte (CRN), na esfera de influência da carreira ZF, achamos que ela deve ser mantida e deve até ser reforçado o seu horário", assinalou o vice-presidente da câmara de Gaia em declarações à Lusa.
Firmino Pereira admitiu mesmo que a autarquia irá "escrever ao conselho de administração da STCP no sentido de reforçar os horários" não só "porque há munícipes que se queixam da pouca frequência da linha ZF" mas também pela "sua importância" perante o "futuro funcionamento do CRN". 

Atualmente, a linha ZF (Zona de Francelos) está a funcionar "com muito pouca frequência" pelo que "não serve o interesse da população", assinalou.
O alerta para a redução da frequência e possível supressão da linha foi dado pela oposição socialista que levou segunda-feira "pela terceira vez" o assunto à reunião de câmara.
"É um assunto reincidente. Já o trouxe três vezes à reunião de câmara, a maioria mostra-se concordante com a nossa posição mas não tem tido força para convencer a STCP e a Autoridade Metropolitana", disse à Lusa o vereador socialista Eduardo Vítor.
O autarca frisou a importância da linha ZF que "liga Valadares (zona do CRN) ao centro de Gaia e depois ao Porto", destacando que "não há nenhuma carreira, pública ou privada, que sirva o trajeto que chega ao CRN". 
 
"Daqui a quatro meses teremos a inauguração do CRN. Desafio a STCP a dar-me um exemplo de uma linha com um potencial de crescimento tão grande como a ZF", sublinhou.
E se a câmara irá procurar intervir junto da STCP, a oposição socialista diz mesmo que se não tiver qualquer resposta irá "avançar diretamente para a Autoridade Metropolitana de Transportes do Porto que tem a obrigação de se impor à STCP [perante] este desvario".
Contactado pela Lusa, o Conselho de Administração da STCP diz que a ZF é "uma linha local, de procura muito baixa a atuar num espaço geográfico em que outro operador também tem concessão". 

Esclarece também que "a suspensão da linha ZF consta da proposta do Grupo de Trabalho criado na sequência do Despacho n.º 13371/2011, D.R. n.º 192, Série II, de 2011-10-06, do Ministério da Economia e do Emprego -- Gabinete do Secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, grupo de trabalho esse que tinha como objetivo apresentar uma proposta de revisão das redes de transportes públicos na Área Metropolitana do Porto".
"O relatório foi entregue conforme solicitado à Secretaria de Estado das Obras Públicas Transportes e Comunicações a 30 de Novembro de 2011 e validado pela mesma a 25 de janeiro de 2012", remata. "

Fonte: RTP

26/04/12

Autocarros para a Queima 2012

Já começa a ser uma tradição. Todos os anos, a STCP assegura ligações de vários pontos da cidade do Porto ao Queimódromo (antigo terreno da Feira Popular, junto ao Castelo do Queijo).

Este ano, garante duas ligações: a primeira, a pensar nos estudantes que se encontram na Baixa do Porto, liga o Queimódromo à Trindade. Dependendo do dia, a frequência varia entre os 12 e os 20 minutos.

A segunda ligação efectua-se entre a Areosa / Hospital de S. João e o Queimódromo, ideal para os estudantes que estudam ou têm residência no Polo Universitário da Asprela, nas proximidades do Hospital acima referido. Aqui, e também dependendo do dia, a frequência varia entre os 15 e os 20 minutos. 


Prevê-se que os autocarros que circulem na Queima sejam autocarros de grande capacidade, face à elevada procura prevista. Possivelmente os autocarros a circular serão os da série 1101-1130 ou os da série 1201-1220 (de que falarei num artigo próximo).


Os autocarros que possivelmente irão prestar serviço nas noites da Queima das Fitas. Em cima temos o autocarro da série 1100-1130, em baixo temos o autocarro da série 1201-1220. 

 
Para além disto, e a complementar este serviço, temos os autocarros da Rede Madrugada, que, como de costume, irão funcionar pela noite dentro, já com as novas alterações recentemente noticiadas. Serão oito noites completamente diferentes, e que marcarão decerto a vida de muitos dos estudantes (e não só) que viverão a Queima, em que podem contar com a STCP e outras operadoras de transportes (nomeadamente a Metro do Porto) para as suas deslocações.

22/04/12

Metro e STCP multam em média 84 pessoas por dia

"A Metro do Porto e a STCP multaram, em média, 84 pessoas por dia durante o ano passado. No total, foram mais de 31 mil as infrações registadas, a maioria por os passageiros viajarem em zonas a que os seus títulos não davam acesso. Mesmo assim, e em comparação com o ano 2010, foram passadas menos 10 mil multas.
A Metro do Porto registou 82 por cento destas infrações. Durante 2011, foram conferidos 1,7 milhões de títulos de transporte, tendo sido atribuídas 25 mil multas. Já na STCP, foram verificados 1,4 milhões de títulos, tendo-se verificado 5.500 casos de ausência total de bilhete ou falta de correspondência com a zona."
 

15/04/12

Sugerir, reclamar, propôr...

Hoje em dia, quando se pretende sugerir alterações, melhorias do serviço, ou simplesmente reclamar por alguma situação que não tenha corrido tão bem, temos á nossa disposição vários meios para o fazer. O posto de atendimento, mas sobretudo o telefone e a Internet são meios privilegiados a isso. 

Cada vez mais, as empresas apostam cada vez mais em serviços de apoio e de atenção ao cliente. E a STCP não é excepção. Durante alguns anos, existiu a figura do Provedor do Cliente, que recebia e tratava das sugestões e das reclamações relacionadas com o serviço. Muito embora essa figura já tenha sido extinta, não é por isso que a empresa deixou de aceitar sugestões e reclamações que visem a melhoria dos serviços.

(Retirado do Site da STCP)

Os cliente da empresa têm duas linhas de apoio á sua disposição; quem aprecia as redes sociais pode sempre recorrer ao Facebook da STCP, assim como pode optar por colocar as suas questões através do envio de um e-mail.

Mas, até há aos finais deste século, os meios de comunicação eram menores face ao que temos hoje, mas as necessidades de se sugerirem alterações ou de reclamar não era muito diferentes.

E como poderia não ser fácil fazer chegar as sugestões a quem de direito (pelo menos, não tão fácil como hoje), os jornais poderiam constituir uma ponte entre os cidadãos e a empresa. E é isto que mostramos no exemplo a seguir. 


Como se pode ver, trata-se de um artigo (Retirado de "O Comércio do Porto", Outubro de 1977) em que o jornalista chamava a atenção da empresa para o facto de ter suprimido duas viagens no período nocturno (linha 7 > Aliados - Maia) que, "faz com que o autocarro da meia-noite (...) seja o único acessivel ao público frequentador das casas de espectáculos e de cafés. (...) A aglomeração de passageiros para o autocarro da meia-noite é tal que só á força de empurrões e apalpadelas se consegue um lugar sentado(..)". Neste artigo podemos ver toda a argumentação a explicar porque motivo é que as viagens referidas são importantes, tornando-se assim "um assunto de monta para o qual chamamos a atenção de quem superintende ao Serviço de Transportes Colectivos do Porto". 

A verdade é que não sei se as ditas viagens foram depois reestabelecidas, mas vemos aqui um exercicio de cidadania e uma outra forma de se fazer chegar á empresa o feedback dos seus clientes. Mudam-se os tempos, mudam-se as formas de comunicar. Mas será que mudam as vontades? Será que os clientes ficam mais passivos, ou será que ficam a cada dia mais exigentes? A verdade é que quem os ouve e recebe o seu feedback é que poderá responder melhor a esta pergunta que é feita.

12/04/12

Autocarros Série 1101 - 1130: MAN Lions City Articulado (CNG)

Em 2006, a STCP estava claramente a apostar nas energias alternativas. Já tinha adquirido um lote de autocarros a gás natural (CNG) standard e também foi uma das cidades escolhidas para o projecto CUTE (em que durante algum tempo circularam autocarros movidos a hidrogénio). 

Todavia, nas linhas que levavam mais passageiros, e por conseguinte necessitavam de autocarros com maior capacidade, o cenário era diferente: a série de autocarros articulados 1000 (de que falarei mais tarde) já contava com mais de vinte anos de serviço. Embora estes tivessem uma boa performance, a verdade é que já não conseguiam cumprir alguns requisitos, no que toca ao conforto dos passageiros. 


É nesse sentido que a administração da STCP, entende que a solução passaria por uma encomenda de oitenta autocarros a gás natural, dos quais 30 seriam articulados.  O contrato foi assinado em Março de 2006, estando prevista a data de entrada dos veículos em inícios de 2007. 

A encomenda dos autocarros articulados foi adjudicada á MAN, com a construção dos autocarros a ser feita integralmente na Alemanha. Estes autocarros fizeram a viagem a Portugal por estrada, e a STCP começou a receber os autocarros em finais de Novembro de 2006.

Embora estando prevista entrada dos autocarros ao serviço em Janeiro de 2007, diversos atrasos na encomenda levaram a que a data de entrada de operação ocorresse apenas em finais de Março, após uma cerimónia de apresentação.

A estação de recolha escolhida para operar estes autocarros foi a de Francos, devido ao facto de esta ser a única com capacidade para parquear e abastecer autocarros a Gás Natural. Nos primeiros tempos, o espaço para estes autocarros foi um problema, devido ao facto destes serem mais compridos e mais largos que a maioria dos autocarros da empresa. Todavia, a STCP tem conseguido gerir a situação com eficácia, dado que os autocarros ainda hoje lá recolhem.

As linhas escolhidas para o inicio da operação dos autocarros foram a 205 e a 501, linhas que tradicionalmente já utilizavam os autocarros articulados a Diesel. Um pouco mais tarde, a linha 600 foi contemplada igualmente com estes novos autocarros. 



Arrisco-me a dizer que estes autocarros vieram em boa altura, e contribuíram muito para rejuvenescer a frota de articulados da STCP. Com efeito, algumas das características que têm já faziam falta: falo essencialmente no piso rebaixado, nos bancos, e menos ruído que os seus antecessores. Também não se podem esquecer a rampa para clientes com mobilidade reduzida (já incluída de série) e no espaço para a cadeira de rodas. Mesmo os motoristas ficaram a ganhar com a vinda destes novos veículos, dado que passaram a dispor de maior conforto e ergonomia para a realização do seu trabalho.




Hoje, estes autocarros continuam ao serviço dos passageiros da STCP, e assim se prevê que continuem durante mais alguns anos. Hoje é possível não só encontrá-los no 205, 501 e 600, como já referido, como também se pode encontrá-los na linha 500, sobretudo ao fim-de-semana. Todavia, um dos autocarros desta série já não se encontra nas ruas do Porto presentemente: o 1127. Este autocarro sofreu um acidente que não provocou quaisquer vitimas. 


Todavia, o incidente acima referido não mancha a reputação daquela que é (na minha opinião) uma das melhores séries de autocarros a circular na rede da STCP e que é igualmente, a primeira (e até agora, única) série de autocarros articulados a Gás Natural a circular em Portugal. 


Características Técnicas: 
Marca: MAN
Modelo: MAN NG 313 CNG / Lions City
Cilindrada do Motor / Potência: 12 litros, 310 CV
Caixa de velocidades: automática, de marca ZF
Comprimento: 18,75 metros
Número de portas: 3, de folha dupla
Lotação:  49 lugares sentados + 91 de pé + 1 cadeira de rodas + motorista

Outras Características:
Recolha a que estão afectos: Francos
Linhas em que operam: 205. 500, 600
Linhas em que operaram: 501, 502, 601
Serviços ocasionais prestados: Queima das Fitas (de 2007 a 2012)
Equipado com: Indicadores de destino  LED, dois validadores, espaço para cadeira de rodas, rampa para cadeira de rodas.

Fontes utilizadas para este artigo: Transportes XXI e Jornal de Noticias.

Noticias Insólitas

Sobre as empresas de transportes, os jornais anunciam a criação ou a supressão de serviços. Anunciam greves, ou então referem os resultados que aparecem nos relatórios e contas. Também falam de acidentes. E registam os aumentos de preços nos bilhetes e nos passes. 

Mas por muitos anos que passem, passam poucas notícias insólitas como esta, retirada de uma edição do saudoso jornal "O Comércio do Porto", de Novembro de 1977. Há alturas em que o cão não é de facto o melhor amigo do homem.

11/04/12

Fusão do Metro do Porto e STCP pode não avançar

A fusão entre a STCP e o Metro do Porto poderá não avançar devido à sua complexidade e o Governo está a estudar alternativas. O Executivo está a trabalhar em conjunto com a Direção-Geral do Tesouro e o Instituto Nacional de Estatística para encontrar uma outra solução. O Governo solicitou informação ao Instituto Nacional de Estatística para avaliar o impacto orçamental de uma eventual alternativa à fusão.
 
Ao contrário de outras empresas de transportes do setor empresarial do Estado, o caso do Metro do Porto apresenta contornos que tornam a fusão com a STCP muito complexa: a operação está concessionada a uma empresa privada – a Via Porto, do grupo Barraqueiro –, e 40 por cento do capital é detido pela Junta Metropolitana do Porto, entidade que pode levantar sérios obstáculos ao processo de fusão.

Fonte: Transportes em Revista.

A STCP dos anos 60.

E para quem quer conhecer a STCP dos anos 60, recomendo vivamente este vídeo. Tem como título "A Cidade e o Transporte", é de 1968 e tem a realização de César Guerra Leal e a locução do grande Fernando Pessa. Mostra a evolução dos transportes da cidade do Porto desde o século XIX até aos anos 60 do século passado e é um documento único que permite não só aos mais novos conhecerem uma cidade diferente daquela a que estão habituados como também permite aos mais velhos recordarem uma cidade que já tiveram a oportunidade de ver e viver.



A Cidade e o Transporte (Locução de Fernando Pessa) from STCP_Oficial on Vimeo.

Uma introdução á STCP.

Antes de avançarmos com mais alguma coisa, convém antes do mais explicarmos o que é a STCP. Estamos a falar da maior empresa de transportes colectivos da Área Metropolitana do Porto, cujo capital é detido a 100% pelo Estado Português, sob a forma de uma sociedade anónima. 

Explora linhas de autocarro e de eléctrico. Tem três infra-estruturas de recolha de veículos: Francos e Via Norte para os autocarros, Massarelos para os eléctricos. Em Francos ficam parqueados os autocarros a Gás Natural (CNG) e na Via Norte recolhem todos os autocarros a Diesel.  

A rede de autocarros é de longe a que regista maior volume de actividade. Explora directamente 68 linhas, ao qual se acresce a exploração de mais nove com recurso a sub-contratação. Explora igualmente três linhas de eléctrico. 

A sua rede de autocarros actual divide-se em várias formas. Vamos falar sobre cada uma delas. 
  
Rede 2 (Porto Ocidental):
A rede 2 é constituída por linhas que têm como destino locais situados na área ocidental do Porto: Foz do Douro, Aldoar, Viso, Ramalde. Algumas destas linhas (205, 206, 207) atravessam a cidade, embora não de uma ponta a outra. 



Rede 3 (Porto Central): 
A rede 3 é constituída por linhas que têm como destino locais situados na área central do Porto (Boavista, Baixa do Porto, Constituição, Santa Lúzia). No entanto, posso dizer que a quase totalidade das linhas são circulares, ou seja, não têm inicio nem fim determinados. As únicas excepções são mesmo as linhas 304 e 305. 


Rede 4 (Porto Oriental): 
A rede 4 é constituída por linhas que têm como destino locais situados na área oriental do Porto (São Roque, Azevedo, Campanhã). É a rede que tem menos linhas á sua disposição. 


Rede 5 (Matosinhos): 
A rede 5 tem linhas que têm como destino locais situados já no concelho de Matosinhos. A grande maioria das linhas tem término na cidade de Matosinhos, muito embora grande parte do concelho tenha as linhas da STCP á sua disposição. 


Rede 6 (Maia): 
A rede 6 tem linhas que terminam no concelho da Maia. Tal como Matosinhos, grande parte do concelho tem acesso ao serviço da STCP. 


Rede 7 (Valongo):
Aqui temos linhas que têm como destino final o concelho de Valongo. No entanto, só uma delas tem término nesta cidade, sendo que as restantes têm fim nas freguesias de Ermesinde e Alfena.


Rede 8 (Gondomar): 
Neste caso temos linhas que têm término no concelho de Gondomar. Todavia, aqui as freguesias que são servidas pelos serviços da STCP são São Cosme, Fânzeres, Rio Tinto e São Pedro da Cova. 

 
Rede 9 (Vila Nova de Gaia): 
Neste concelho (Vila Nova de Gaia) temos oito linhas a funcionar. A grande maioria delas funciona nas freguesias que constituem o núcleo urbano do concelho (Santa Marinha, Mafamude) mas também temos linhas que acabam nas freguesias de Canidelo, Madalena, Vilar de Andorinho e de Valadares. Arrisco-me a dizer que é neste concelho que a STCP tem tido mais dificuldades em operar, visto que aqui existe uma grande quantidade de operadores privados que não vêm com bons olhos a operação da empresa. Só para se ter uma ideia, a STCP, por decisão judicial, viu-se obrigada a encurtar as linhas 900 e 905, devido a uma queixa apresentada por um operador privado. 


Rede Z: 
As linhas Z têm um conceito diferente das outras. Têm percursos menores, por norma, utilizam veículos mais pequenos (exceptuando o ZL) e por norma têm horários de funcionamento mais curtos. Podemos dizer que são linhas complementares á rede principal (as linhas anteriores que referimos mais a "rede FERMIER" quer referimos já a seguir). Três delas funcionam na cidade do Porto e uma delas no concelho de Vila Nova de Gaia. Todas elas são operadas directamente pela STCP, excepto o ZR, que utiliza veículos da firma A. Nogueira da Costa, com sede na Maia.


Rede Fermier: 
As linhas Fermier são linhas exploradas pela STCP, através de um regime de sub-contratação; ou seja, a STCP define os horários e as tarifas, enquanto que quem fornece os autocarros e os motoristas é outra empresa contratada para o efeito. Foi uma solução encontrada pela empresa nos finais dos anos 70, em que as exigências de serviço eram cada vez maiores, face a uma frota que não chegava para satisfazer as necessidades. A grande maioria das linhas são operadas nos concelhos de Valongo e Gondomar, muito embora os concelhos de Matosinhos e da Maia tenham acesso a uma linha com este tipo de serviço: o 61.  Têm numeração diferente das restantes devido ao facto de, na reestruturação ocorrida em 2007 (a Nova Rede, que originou a rede de autocarros actual) a STCP ter acedido ao desejo das operadoras privadas em manter a numeração anterior.



Rede Madrugada: 
A rede madrugada surgiu para satisfazer as necessidades daqueles que, por um motivo ou outro, tinham necessidade de ter um serviço de transporte durante a madrugada. As linhas funcionam diariamente, entre a 23:45 (linha 11M) e as 5:30. Têm percursos diferentes da rede diurna, existindo todavia a preocupação de servir o máximo de locais da cidade do Porto e dos concelhos à sua volta.


Rede de eléctricos: 
A STCP explora actualmente três linhas de eléctrico. Uma delas circula na baixa do Porto (22), outra circula a beira-rio (1) e uma terceira faz a ligação entre as duas anteriores (18). O serviço de eléctrico tem um tarifário á parte, muito embora sejam aceites assinaturas mensais (quer o mono-modal STCP, quer o Andante). Todas as linhas funcionam diariamente, durante o dia.


Gato: 
Finalmente, temos o serviço Gato. É um serviço muito especial, destinado aos jovens (e não só) que queiram sair á noite sem se preocuparem com o transporte. É um serviço de transporte a pedido, ou seja, é necessário primeiro reservar a viagem (através da Internet ou por telefone) e depois estar na paragem escolhida á hora combinada. Tem um tarifário próprio (2 euros por bilhete, sendo que em grupos grandes existem descontos de 20%) e utiliza um autocarro decorado para o efeito. 


 Para finalizar, uma pequena nota no que toca á rede diurna de autocarros. As redes não funcionam separadas umas das outras, ou seja, é perfeitamente possível que uma linha 7XX (pertencente a Valongo) passe nos concelhos da Maia, Gondomar ou Matosinhos, ou que uma linha 2XX passe na parte Oriental do Porto. Ou que uma linha 5XX (Matosinhos) sirva a parte Ocidental do Porto.  



10/04/12

O começo...

Hoje, começa mais um blogue. Sinto-me tentado em dizer que não é apenas mais um blogue sobre transportes. Todavia, o que eu posso dizer é que este será um blogue pessoal que fala dos transportes do Porto no geral, e na STCP em particular.

E porquê? Porque, como cidadão nascido e criado no Grande Porto, uso os serviços desta empresa todos os dias. Porque esta empresa acompanhou-me, senão durante toda a vida, pelo menos uma grande parte dela. E tenho a certeza que muitos dos habitantes do Porto e arredores pensarão o mesmo.

O nome "Remise da Boavista" não foi escolhido por acaso. Pretende-se não só evitar quaisquer confusões (não sou o blogue oficial da STCP nem estou ligado á empresa) como também homenagear um espaço que já só vive nas recordações de muitas pessoas - muito embora lá esteja outro ícone arquitectural que é a Casa da Música.

Todavia, este espaço não será apenas para os cidadãos do Porto. Será um espaço em que toda a gente será bem vinda. Porque aqui não falarei apenas de transportes. Terá um pouco de história, de geografia. Terá prosas e textos. Terá som e imagem. Pretendo que este espaço seja de todos e para todos.

E que este blogue ajude as pessoas a conhecerem um pouco melhor esta região onde vivo e os seus transportes.

E para começar, fica aqui a imagem da Remise, retirada do Flickr Oficial da STCP.