01/05/12

Câmara e oposição contra suspensão da linha da STCP que iria servir Centro de Reabilitação do Norte

"A Câmara de Gaia e a oposição socialista criticaram a diminuição na frequência e futura suspensão da linha ZF da STCP, lembrando a abertura para breve do Centro de Reabilitação do Norte, que poderá potenciar a sua rentabilidade.


"Atendendo a que futuramente, e esse futuro é muito em breve, vamos ter uma grande unidade hospitalar, que é o Centro de Reabilitação do Norte (CRN), na esfera de influência da carreira ZF, achamos que ela deve ser mantida e deve até ser reforçado o seu horário", assinalou o vice-presidente da câmara de Gaia em declarações à Lusa.
Firmino Pereira admitiu mesmo que a autarquia irá "escrever ao conselho de administração da STCP no sentido de reforçar os horários" não só "porque há munícipes que se queixam da pouca frequência da linha ZF" mas também pela "sua importância" perante o "futuro funcionamento do CRN". 

Atualmente, a linha ZF (Zona de Francelos) está a funcionar "com muito pouca frequência" pelo que "não serve o interesse da população", assinalou.
O alerta para a redução da frequência e possível supressão da linha foi dado pela oposição socialista que levou segunda-feira "pela terceira vez" o assunto à reunião de câmara.
"É um assunto reincidente. Já o trouxe três vezes à reunião de câmara, a maioria mostra-se concordante com a nossa posição mas não tem tido força para convencer a STCP e a Autoridade Metropolitana", disse à Lusa o vereador socialista Eduardo Vítor.
O autarca frisou a importância da linha ZF que "liga Valadares (zona do CRN) ao centro de Gaia e depois ao Porto", destacando que "não há nenhuma carreira, pública ou privada, que sirva o trajeto que chega ao CRN". 
 
"Daqui a quatro meses teremos a inauguração do CRN. Desafio a STCP a dar-me um exemplo de uma linha com um potencial de crescimento tão grande como a ZF", sublinhou.
E se a câmara irá procurar intervir junto da STCP, a oposição socialista diz mesmo que se não tiver qualquer resposta irá "avançar diretamente para a Autoridade Metropolitana de Transportes do Porto que tem a obrigação de se impor à STCP [perante] este desvario".
Contactado pela Lusa, o Conselho de Administração da STCP diz que a ZF é "uma linha local, de procura muito baixa a atuar num espaço geográfico em que outro operador também tem concessão". 

Esclarece também que "a suspensão da linha ZF consta da proposta do Grupo de Trabalho criado na sequência do Despacho n.º 13371/2011, D.R. n.º 192, Série II, de 2011-10-06, do Ministério da Economia e do Emprego -- Gabinete do Secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, grupo de trabalho esse que tinha como objetivo apresentar uma proposta de revisão das redes de transportes públicos na Área Metropolitana do Porto".
"O relatório foi entregue conforme solicitado à Secretaria de Estado das Obras Públicas Transportes e Comunicações a 30 de Novembro de 2011 e validado pela mesma a 25 de janeiro de 2012", remata. "

Fonte: RTP

26/04/12

Autocarros para a Queima 2012

Já começa a ser uma tradição. Todos os anos, a STCP assegura ligações de vários pontos da cidade do Porto ao Queimódromo (antigo terreno da Feira Popular, junto ao Castelo do Queijo).

Este ano, garante duas ligações: a primeira, a pensar nos estudantes que se encontram na Baixa do Porto, liga o Queimódromo à Trindade. Dependendo do dia, a frequência varia entre os 12 e os 20 minutos.

A segunda ligação efectua-se entre a Areosa / Hospital de S. João e o Queimódromo, ideal para os estudantes que estudam ou têm residência no Polo Universitário da Asprela, nas proximidades do Hospital acima referido. Aqui, e também dependendo do dia, a frequência varia entre os 15 e os 20 minutos. 


Prevê-se que os autocarros que circulem na Queima sejam autocarros de grande capacidade, face à elevada procura prevista. Possivelmente os autocarros a circular serão os da série 1101-1130 ou os da série 1201-1220 (de que falarei num artigo próximo).


Os autocarros que possivelmente irão prestar serviço nas noites da Queima das Fitas. Em cima temos o autocarro da série 1100-1130, em baixo temos o autocarro da série 1201-1220. 

 
Para além disto, e a complementar este serviço, temos os autocarros da Rede Madrugada, que, como de costume, irão funcionar pela noite dentro, já com as novas alterações recentemente noticiadas. Serão oito noites completamente diferentes, e que marcarão decerto a vida de muitos dos estudantes (e não só) que viverão a Queima, em que podem contar com a STCP e outras operadoras de transportes (nomeadamente a Metro do Porto) para as suas deslocações.

22/04/12

Metro e STCP multam em média 84 pessoas por dia

"A Metro do Porto e a STCP multaram, em média, 84 pessoas por dia durante o ano passado. No total, foram mais de 31 mil as infrações registadas, a maioria por os passageiros viajarem em zonas a que os seus títulos não davam acesso. Mesmo assim, e em comparação com o ano 2010, foram passadas menos 10 mil multas.
A Metro do Porto registou 82 por cento destas infrações. Durante 2011, foram conferidos 1,7 milhões de títulos de transporte, tendo sido atribuídas 25 mil multas. Já na STCP, foram verificados 1,4 milhões de títulos, tendo-se verificado 5.500 casos de ausência total de bilhete ou falta de correspondência com a zona."
 

15/04/12

Sugerir, reclamar, propôr...

Hoje em dia, quando se pretende sugerir alterações, melhorias do serviço, ou simplesmente reclamar por alguma situação que não tenha corrido tão bem, temos á nossa disposição vários meios para o fazer. O posto de atendimento, mas sobretudo o telefone e a Internet são meios privilegiados a isso. 

Cada vez mais, as empresas apostam cada vez mais em serviços de apoio e de atenção ao cliente. E a STCP não é excepção. Durante alguns anos, existiu a figura do Provedor do Cliente, que recebia e tratava das sugestões e das reclamações relacionadas com o serviço. Muito embora essa figura já tenha sido extinta, não é por isso que a empresa deixou de aceitar sugestões e reclamações que visem a melhoria dos serviços.

(Retirado do Site da STCP)

Os cliente da empresa têm duas linhas de apoio á sua disposição; quem aprecia as redes sociais pode sempre recorrer ao Facebook da STCP, assim como pode optar por colocar as suas questões através do envio de um e-mail.

Mas, até há aos finais deste século, os meios de comunicação eram menores face ao que temos hoje, mas as necessidades de se sugerirem alterações ou de reclamar não era muito diferentes.

E como poderia não ser fácil fazer chegar as sugestões a quem de direito (pelo menos, não tão fácil como hoje), os jornais poderiam constituir uma ponte entre os cidadãos e a empresa. E é isto que mostramos no exemplo a seguir. 


Como se pode ver, trata-se de um artigo (Retirado de "O Comércio do Porto", Outubro de 1977) em que o jornalista chamava a atenção da empresa para o facto de ter suprimido duas viagens no período nocturno (linha 7 > Aliados - Maia) que, "faz com que o autocarro da meia-noite (...) seja o único acessivel ao público frequentador das casas de espectáculos e de cafés. (...) A aglomeração de passageiros para o autocarro da meia-noite é tal que só á força de empurrões e apalpadelas se consegue um lugar sentado(..)". Neste artigo podemos ver toda a argumentação a explicar porque motivo é que as viagens referidas são importantes, tornando-se assim "um assunto de monta para o qual chamamos a atenção de quem superintende ao Serviço de Transportes Colectivos do Porto". 

A verdade é que não sei se as ditas viagens foram depois reestabelecidas, mas vemos aqui um exercicio de cidadania e uma outra forma de se fazer chegar á empresa o feedback dos seus clientes. Mudam-se os tempos, mudam-se as formas de comunicar. Mas será que mudam as vontades? Será que os clientes ficam mais passivos, ou será que ficam a cada dia mais exigentes? A verdade é que quem os ouve e recebe o seu feedback é que poderá responder melhor a esta pergunta que é feita.

12/04/12

Autocarros Série 1101 - 1130: MAN Lions City Articulado (CNG)

Em 2006, a STCP estava claramente a apostar nas energias alternativas. Já tinha adquirido um lote de autocarros a gás natural (CNG) standard e também foi uma das cidades escolhidas para o projecto CUTE (em que durante algum tempo circularam autocarros movidos a hidrogénio). 

Todavia, nas linhas que levavam mais passageiros, e por conseguinte necessitavam de autocarros com maior capacidade, o cenário era diferente: a série de autocarros articulados 1000 (de que falarei mais tarde) já contava com mais de vinte anos de serviço. Embora estes tivessem uma boa performance, a verdade é que já não conseguiam cumprir alguns requisitos, no que toca ao conforto dos passageiros. 


É nesse sentido que a administração da STCP, entende que a solução passaria por uma encomenda de oitenta autocarros a gás natural, dos quais 30 seriam articulados.  O contrato foi assinado em Março de 2006, estando prevista a data de entrada dos veículos em inícios de 2007. 

A encomenda dos autocarros articulados foi adjudicada á MAN, com a construção dos autocarros a ser feita integralmente na Alemanha. Estes autocarros fizeram a viagem a Portugal por estrada, e a STCP começou a receber os autocarros em finais de Novembro de 2006.

Embora estando prevista entrada dos autocarros ao serviço em Janeiro de 2007, diversos atrasos na encomenda levaram a que a data de entrada de operação ocorresse apenas em finais de Março, após uma cerimónia de apresentação.

A estação de recolha escolhida para operar estes autocarros foi a de Francos, devido ao facto de esta ser a única com capacidade para parquear e abastecer autocarros a Gás Natural. Nos primeiros tempos, o espaço para estes autocarros foi um problema, devido ao facto destes serem mais compridos e mais largos que a maioria dos autocarros da empresa. Todavia, a STCP tem conseguido gerir a situação com eficácia, dado que os autocarros ainda hoje lá recolhem.

As linhas escolhidas para o inicio da operação dos autocarros foram a 205 e a 501, linhas que tradicionalmente já utilizavam os autocarros articulados a Diesel. Um pouco mais tarde, a linha 600 foi contemplada igualmente com estes novos autocarros. 



Arrisco-me a dizer que estes autocarros vieram em boa altura, e contribuíram muito para rejuvenescer a frota de articulados da STCP. Com efeito, algumas das características que têm já faziam falta: falo essencialmente no piso rebaixado, nos bancos, e menos ruído que os seus antecessores. Também não se podem esquecer a rampa para clientes com mobilidade reduzida (já incluída de série) e no espaço para a cadeira de rodas. Mesmo os motoristas ficaram a ganhar com a vinda destes novos veículos, dado que passaram a dispor de maior conforto e ergonomia para a realização do seu trabalho.




Hoje, estes autocarros continuam ao serviço dos passageiros da STCP, e assim se prevê que continuem durante mais alguns anos. Hoje é possível não só encontrá-los no 205, 501 e 600, como já referido, como também se pode encontrá-los na linha 500, sobretudo ao fim-de-semana. Todavia, um dos autocarros desta série já não se encontra nas ruas do Porto presentemente: o 1127. Este autocarro sofreu um acidente que não provocou quaisquer vitimas. 


Todavia, o incidente acima referido não mancha a reputação daquela que é (na minha opinião) uma das melhores séries de autocarros a circular na rede da STCP e que é igualmente, a primeira (e até agora, única) série de autocarros articulados a Gás Natural a circular em Portugal. 


Características Técnicas: 
Marca: MAN
Modelo: MAN NG 313 CNG / Lions City
Cilindrada do Motor / Potência: 12 litros, 310 CV
Caixa de velocidades: automática, de marca ZF
Comprimento: 18,75 metros
Número de portas: 3, de folha dupla
Lotação:  49 lugares sentados + 91 de pé + 1 cadeira de rodas + motorista

Outras Características:
Recolha a que estão afectos: Francos
Linhas em que operam: 205. 500, 600
Linhas em que operaram: 501, 502, 601
Serviços ocasionais prestados: Queima das Fitas (de 2007 a 2012)
Equipado com: Indicadores de destino  LED, dois validadores, espaço para cadeira de rodas, rampa para cadeira de rodas.

Fontes utilizadas para este artigo: Transportes XXI e Jornal de Noticias.

Noticias Insólitas

Sobre as empresas de transportes, os jornais anunciam a criação ou a supressão de serviços. Anunciam greves, ou então referem os resultados que aparecem nos relatórios e contas. Também falam de acidentes. E registam os aumentos de preços nos bilhetes e nos passes. 

Mas por muitos anos que passem, passam poucas notícias insólitas como esta, retirada de uma edição do saudoso jornal "O Comércio do Porto", de Novembro de 1977. Há alturas em que o cão não é de facto o melhor amigo do homem.