22/04/12

Metro e STCP multam em média 84 pessoas por dia

"A Metro do Porto e a STCP multaram, em média, 84 pessoas por dia durante o ano passado. No total, foram mais de 31 mil as infrações registadas, a maioria por os passageiros viajarem em zonas a que os seus títulos não davam acesso. Mesmo assim, e em comparação com o ano 2010, foram passadas menos 10 mil multas.
A Metro do Porto registou 82 por cento destas infrações. Durante 2011, foram conferidos 1,7 milhões de títulos de transporte, tendo sido atribuídas 25 mil multas. Já na STCP, foram verificados 1,4 milhões de títulos, tendo-se verificado 5.500 casos de ausência total de bilhete ou falta de correspondência com a zona."
 

15/04/12

Sugerir, reclamar, propôr...

Hoje em dia, quando se pretende sugerir alterações, melhorias do serviço, ou simplesmente reclamar por alguma situação que não tenha corrido tão bem, temos á nossa disposição vários meios para o fazer. O posto de atendimento, mas sobretudo o telefone e a Internet são meios privilegiados a isso. 

Cada vez mais, as empresas apostam cada vez mais em serviços de apoio e de atenção ao cliente. E a STCP não é excepção. Durante alguns anos, existiu a figura do Provedor do Cliente, que recebia e tratava das sugestões e das reclamações relacionadas com o serviço. Muito embora essa figura já tenha sido extinta, não é por isso que a empresa deixou de aceitar sugestões e reclamações que visem a melhoria dos serviços.

(Retirado do Site da STCP)

Os cliente da empresa têm duas linhas de apoio á sua disposição; quem aprecia as redes sociais pode sempre recorrer ao Facebook da STCP, assim como pode optar por colocar as suas questões através do envio de um e-mail.

Mas, até há aos finais deste século, os meios de comunicação eram menores face ao que temos hoje, mas as necessidades de se sugerirem alterações ou de reclamar não era muito diferentes.

E como poderia não ser fácil fazer chegar as sugestões a quem de direito (pelo menos, não tão fácil como hoje), os jornais poderiam constituir uma ponte entre os cidadãos e a empresa. E é isto que mostramos no exemplo a seguir. 


Como se pode ver, trata-se de um artigo (Retirado de "O Comércio do Porto", Outubro de 1977) em que o jornalista chamava a atenção da empresa para o facto de ter suprimido duas viagens no período nocturno (linha 7 > Aliados - Maia) que, "faz com que o autocarro da meia-noite (...) seja o único acessivel ao público frequentador das casas de espectáculos e de cafés. (...) A aglomeração de passageiros para o autocarro da meia-noite é tal que só á força de empurrões e apalpadelas se consegue um lugar sentado(..)". Neste artigo podemos ver toda a argumentação a explicar porque motivo é que as viagens referidas são importantes, tornando-se assim "um assunto de monta para o qual chamamos a atenção de quem superintende ao Serviço de Transportes Colectivos do Porto". 

A verdade é que não sei se as ditas viagens foram depois reestabelecidas, mas vemos aqui um exercicio de cidadania e uma outra forma de se fazer chegar á empresa o feedback dos seus clientes. Mudam-se os tempos, mudam-se as formas de comunicar. Mas será que mudam as vontades? Será que os clientes ficam mais passivos, ou será que ficam a cada dia mais exigentes? A verdade é que quem os ouve e recebe o seu feedback é que poderá responder melhor a esta pergunta que é feita.

12/04/12

Autocarros Série 1101 - 1130: MAN Lions City Articulado (CNG)

Em 2006, a STCP estava claramente a apostar nas energias alternativas. Já tinha adquirido um lote de autocarros a gás natural (CNG) standard e também foi uma das cidades escolhidas para o projecto CUTE (em que durante algum tempo circularam autocarros movidos a hidrogénio). 

Todavia, nas linhas que levavam mais passageiros, e por conseguinte necessitavam de autocarros com maior capacidade, o cenário era diferente: a série de autocarros articulados 1000 (de que falarei mais tarde) já contava com mais de vinte anos de serviço. Embora estes tivessem uma boa performance, a verdade é que já não conseguiam cumprir alguns requisitos, no que toca ao conforto dos passageiros. 


É nesse sentido que a administração da STCP, entende que a solução passaria por uma encomenda de oitenta autocarros a gás natural, dos quais 30 seriam articulados.  O contrato foi assinado em Março de 2006, estando prevista a data de entrada dos veículos em inícios de 2007. 

A encomenda dos autocarros articulados foi adjudicada á MAN, com a construção dos autocarros a ser feita integralmente na Alemanha. Estes autocarros fizeram a viagem a Portugal por estrada, e a STCP começou a receber os autocarros em finais de Novembro de 2006.

Embora estando prevista entrada dos autocarros ao serviço em Janeiro de 2007, diversos atrasos na encomenda levaram a que a data de entrada de operação ocorresse apenas em finais de Março, após uma cerimónia de apresentação.

A estação de recolha escolhida para operar estes autocarros foi a de Francos, devido ao facto de esta ser a única com capacidade para parquear e abastecer autocarros a Gás Natural. Nos primeiros tempos, o espaço para estes autocarros foi um problema, devido ao facto destes serem mais compridos e mais largos que a maioria dos autocarros da empresa. Todavia, a STCP tem conseguido gerir a situação com eficácia, dado que os autocarros ainda hoje lá recolhem.

As linhas escolhidas para o inicio da operação dos autocarros foram a 205 e a 501, linhas que tradicionalmente já utilizavam os autocarros articulados a Diesel. Um pouco mais tarde, a linha 600 foi contemplada igualmente com estes novos autocarros. 



Arrisco-me a dizer que estes autocarros vieram em boa altura, e contribuíram muito para rejuvenescer a frota de articulados da STCP. Com efeito, algumas das características que têm já faziam falta: falo essencialmente no piso rebaixado, nos bancos, e menos ruído que os seus antecessores. Também não se podem esquecer a rampa para clientes com mobilidade reduzida (já incluída de série) e no espaço para a cadeira de rodas. Mesmo os motoristas ficaram a ganhar com a vinda destes novos veículos, dado que passaram a dispor de maior conforto e ergonomia para a realização do seu trabalho.




Hoje, estes autocarros continuam ao serviço dos passageiros da STCP, e assim se prevê que continuem durante mais alguns anos. Hoje é possível não só encontrá-los no 205, 501 e 600, como já referido, como também se pode encontrá-los na linha 500, sobretudo ao fim-de-semana. Todavia, um dos autocarros desta série já não se encontra nas ruas do Porto presentemente: o 1127. Este autocarro sofreu um acidente que não provocou quaisquer vitimas. 


Todavia, o incidente acima referido não mancha a reputação daquela que é (na minha opinião) uma das melhores séries de autocarros a circular na rede da STCP e que é igualmente, a primeira (e até agora, única) série de autocarros articulados a Gás Natural a circular em Portugal. 


Características Técnicas: 
Marca: MAN
Modelo: MAN NG 313 CNG / Lions City
Cilindrada do Motor / Potência: 12 litros, 310 CV
Caixa de velocidades: automática, de marca ZF
Comprimento: 18,75 metros
Número de portas: 3, de folha dupla
Lotação:  49 lugares sentados + 91 de pé + 1 cadeira de rodas + motorista

Outras Características:
Recolha a que estão afectos: Francos
Linhas em que operam: 205. 500, 600
Linhas em que operaram: 501, 502, 601
Serviços ocasionais prestados: Queima das Fitas (de 2007 a 2012)
Equipado com: Indicadores de destino  LED, dois validadores, espaço para cadeira de rodas, rampa para cadeira de rodas.

Fontes utilizadas para este artigo: Transportes XXI e Jornal de Noticias.

Noticias Insólitas

Sobre as empresas de transportes, os jornais anunciam a criação ou a supressão de serviços. Anunciam greves, ou então referem os resultados que aparecem nos relatórios e contas. Também falam de acidentes. E registam os aumentos de preços nos bilhetes e nos passes. 

Mas por muitos anos que passem, passam poucas notícias insólitas como esta, retirada de uma edição do saudoso jornal "O Comércio do Porto", de Novembro de 1977. Há alturas em que o cão não é de facto o melhor amigo do homem.

11/04/12

Fusão do Metro do Porto e STCP pode não avançar

A fusão entre a STCP e o Metro do Porto poderá não avançar devido à sua complexidade e o Governo está a estudar alternativas. O Executivo está a trabalhar em conjunto com a Direção-Geral do Tesouro e o Instituto Nacional de Estatística para encontrar uma outra solução. O Governo solicitou informação ao Instituto Nacional de Estatística para avaliar o impacto orçamental de uma eventual alternativa à fusão.
 
Ao contrário de outras empresas de transportes do setor empresarial do Estado, o caso do Metro do Porto apresenta contornos que tornam a fusão com a STCP muito complexa: a operação está concessionada a uma empresa privada – a Via Porto, do grupo Barraqueiro –, e 40 por cento do capital é detido pela Junta Metropolitana do Porto, entidade que pode levantar sérios obstáculos ao processo de fusão.

Fonte: Transportes em Revista.

A STCP dos anos 60.

E para quem quer conhecer a STCP dos anos 60, recomendo vivamente este vídeo. Tem como título "A Cidade e o Transporte", é de 1968 e tem a realização de César Guerra Leal e a locução do grande Fernando Pessa. Mostra a evolução dos transportes da cidade do Porto desde o século XIX até aos anos 60 do século passado e é um documento único que permite não só aos mais novos conhecerem uma cidade diferente daquela a que estão habituados como também permite aos mais velhos recordarem uma cidade que já tiveram a oportunidade de ver e viver.



A Cidade e o Transporte (Locução de Fernando Pessa) from STCP_Oficial on Vimeo.