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26/06/13

Circuito da Boavista

Todos os anos, a cidade do Porto torna-se uma espécie de santuário para os amantes do automobilismo. Durante dois fins de semana seguidos, a Avenida da Boavista, a Estrada da Circunvalação (entre outros arruamentos) são palcos de corridas de diversas categorias, desde os clássicos até ao WTCC (campeonato mundial de carros de turismo) - na qual participa um piloto da cidade, Tiago Monteiro. 

No entanto, nem tudo são rosas, e a verdade é que uma corrida destas tem sempre alguns transtornos. A STCP, para os minimizar, criou um vaivém especifico para os dias 28, 29 e 30 de Junho. 

Retirado do site STCP

O serviço conta uma frequência de 15/15 minutos, ás horas de ponta do dia 28 de Junho (por se tratar de um dia útil) e de 30 em 30 minutos nas horas mortas. Nos dias 29 e 30, a frequência é de 30 em 30 minutos, nas horas em que o serviço vigora. 

O percurso será o seguinte: 
SENTIDO MATOSINHOS (Mercado) – Estrada Interior da Circunvalação, Estrada Exterior da Circunvalação, Rua D. Nuno Álvares Pereira, percurso da Linha 501 até à Rua Brito Capelo e percurso da linha 502 até ao Mercado de Matosinhos.
SENTIDO LIDADOR – Percurso da Linha 502 até à Rua Roberto Ivens, percurso da linha 501 até
à Rua Bernardo Santareno, novo arruamento e Estrada Exterior da Circunvalação (término).

Fora dos periodos mencionados no cartaz, o serviço funciona normalmente, pelo que se pode contar com as linhas 205, 500, 501. 502 e 504.

19/06/13

Noite de S. João

A noite de S. João, aqui no Porto, por norma, é uma noite mágica. Uma noite em que reinam a alegria, a boa-disposição, a música, a sardinha e o carneiro assados, o café com leite, o alho-porro, os martelinhos... enfim, todo um sem número de símbolos e de tradições na noite mais curta do ano tripeiro. 

Por norma, o centro da cidade e alguns locais míticos (as Fontaínhas, por exemplo), estão praticamente vedadas aos carros. A noite é das pessoas que transformam o Porto numa enorme festa.  A festa maior de todo o ano.

Assim, também já é uma tradição que empresas como a STCP e o Metro organizem operações especiais para que ninguém fique de fora. No caso do Metro, as frequências serão reforçadas nas linhas que servem o centro da cidade, e, na STCP, muitas são as linhas diurnas que funcionarão toda a noite. Muitas delas contarão com autocarros articulados e de dois andares, para corresponder à procura, que será naturalmente maior do que nas outras noites.

                                                                           Retirado do site STCP.

Esquema da oferta STCP:
- Linhas 200 e 1M > percurso semelhante, em conjunto terão uma frequência de 30/30 minutos;
- Linha 205: funcionamento toda a madrugada. Percurso até ao Castelo do Queijo;
- Linha 305: funciona toda a madrugada. Frequência 60/60 minutos;
- Linha 400:  funciona toda a madrugada. Frequência de 45 em 45 minutos, com partida (da baixa) a partir de S. Lázaro;
- Linha 500: deixa de funcionar a partir das 20:00h. Substituída pela 1M a partir das 0:00;
- Linha 600: até as 3:00 tem viagens para a Maia. Das 3:00 ás 6:00 terá viagens até S. Mamede de Infesta. Frequência de 60/60 minutos;
- Linha 602: funciona toda a madrugada. Frequência 60/60 minutos;
- Linha 700: serviço especial. Frequência reforçada com a linha 7M, que passa de 45 em 45 minutos;
- Linha 701: funciona toda a madrugada. Frequência 60/60 minutos;
- Linha 702: funciona toda a madrugada. Frequência 60/60 minutos;
- Linha 800: funciona toda a madrugada. Frequência 60/60 minutos;
- Linha 801: funciona toda a madrugada. Frequência 60/60 minutos. 

Como a Avenida dos Aliados estará (naturalmente) vedada ao trânsito, devido ao elevado número de pessoas que se esperam naquele local, os términos das linhas de autocarro serão os seguintes:

Rua da Restauração (ao início da noite): linhas 200, 501, 507, 601, 902
Cordoaria (madrugada): linhas 200, 602, 1M, 12M e 13M
Rua Alexandre Braga: 305, 801, 7M e 8M
Rua do Bolhão: 5M
Gaia (Jardim do Morro): 900, 901, 905, 906, 10M e 11M
Trindade: 600, 3M e 4M
S. Lázaro: 400


Esquema de oferta Metro:
- Linha A (Estádio do Dragão - Sr de Matosinhos): frequência de 10/10 minutos até ás 3H00. Daí em diante as frequências passam a ser de 15/15 minutos;
- Linha B (Estádio do Dragão - Póvoa de Varzim): frequência de 20/20 minutos até ás 3H00. Daí em diante as frequências passam a ser de 30/30 minutos;
- Linha C (Campanhã - Maia): frequência de 10/10 minutos até ás 2H00. Daí em diante as frequências passam a ser de 30/30 minutos;
- Linha D (Hospital de S. João - Santo Ovídio): frequência de 6/6 minutos até ás 3H00. Daí em diante as frequências passam a ser de 10/10 minutos. Terão sempre veículos duplos;
- Linha E (Estádio do Dragão - Aeroporto): funcionamento normal, sem prolongamento do serviço;
- Linha F: (Senhora da Hora - Fânzeres): frequência de 15/15 minutos até ás 3H00. Daí em diante as frequências passam a ser de 30/30 minutos.

A CP também lançará uma oferta especial durante toda a noite e madrugada. Os comboios suburbanos do Grande Porto funcionarão toda a noite. Mais pormenores aqui.

Mais informações podem ser obtidas no site da STCP, e no site do Metro do Porto.

06/05/13

Queima das Fitas 2013 - Serviço Vaivém

Na noite de Sábado para Domingo, arrancou o serviço especial de autocarros para a Queima das Fitas 2013. Este serviço, que resulta de uma parceria entre a STCP e a FAP (Federação Académica do Porto), conta com duas linhas especiais: uma delas liga a Avenida dos Aliados ao Queimódromo e a outra faz a ligação Areosa - Hospital de São João - Queimódromo.

Tirando a primeira noite, todos os serviços têm inicio ás 22h, e contam diferentes frequências (entre 12 a 20), consoante os dias em que se realizam as noites da Queima.

Retirado do site STCP. 

Prevê-se que este serviço seja assegurado por autocarros de elevada capacidade, como aliás, tem acontecido em anos anteriores. Assim, e nunca é demais dizê-lo, estas linhas não têm qualquer paragem intermédia. Ou seja, as únicas entradas são o Queimódromo, Avenida dos Aliados, Hospital de S. João e Areosa. Trata-se, assim, de um serviço rápido, com um percurso directo. 



Duas fotos de autocarros a serem utilizados nas linhas do serviço Vaivém - a série 1100 (foto de cima) e a série 1200 (foto de baixo).

No entanto, para além destas linhas, pode-se contar com as linhas do serviço madrugada (1M) e com outras linhas regulares que iniciam serviço ás 5 da madrugada: 200, 202, 203, 205 e 502. Estas linhas não são gratuitas, pelo que se recomenda que se tenha sempre à mão um titulo de transporte válido.

Posto isto, resta aproveitar. E espera-se que todos aqueles que gostam de viver as noites da Queima (estudantes e não só) tenham umas noites inesquecíveis, pelos melhores motivos. 

02/05/13

XXIII Desfile de Carros Eléctricos - dia 4 de Maio

Retirado do Facebook da STCP
 
No próximo dia 4 de Maio, realizar-se-á o  XXIII desfile de Carros Eléctricos da STCP. Este acontecimento, que já é uma tradição no decorrer da vida cultural da cidade do Porto, servirá para comemorar os 50 anos da Ponte de Arrábida, que foi inaugurada no dia 22 de Junho de 1963. 

Este ano, os carros eléctricos que integrarão o desfile serão os n.º 100, 288, 373, para além do atrelado nº 25, o carro americano nº8 e o eléctrico 500, protótipo de uma série de eléctricos que acabou por nunca ser construída e que entrou ao serviço da empresa em 1951. 

Os bilhetes estão á venda no Museu do Carro Eléctrico, sendo que o valor ronda entre o 7,50 euros (adultos) 3,50 euros (crianças entre os 4  e os 12 anos e maiores de 65 anos) e 20 euros (desfile + viagem especial com degustação de vinhos). Os bilhetes estão á venda no Museu do Carro Eléctrico.

29/01/13

Linha 94 dividida em duas: 700 e V94

A STCP anunciou recentemente que a actual linha 94 (Bolhão - Valongo - Campo) irá ser dividida em duas: a linha 700 e a linha V94. Esta mudança entrará em vigor no próximo dia 1 de Fevereiro.

Ambas as linhas terão exactamente o mesmo percurso. A linha 700 será assegurada por autocarros da STCP e a linha V94 será assegurada pela empresa Valpi.


Sabe-se que as novas linhas aceitarão o tarifário Andante, todavia, ainda não estão se e em que condições serão aceites os passes monomodais STCP nestas duas linhas. (NB: A STCP informou que os seus tarifários monomodais serão aceites na V94 até final de 2013). 

A STCP anuncia igualmente que da sua parte, irá operar a linha 700 com autocarros de dois pisos, que oferecem mais lugares sentados e rampa para cadeira de rodas. 

Os novos horários irão estar afixados nos próximos dias nas paragens servidas pelo percurso. Todavia, já podem ser consultados a partir daqui.

Estas alterações resultaram de um acordo entre a STCP e a Valpi, que assim, irão manter o mesmo nível de serviço que a actual linha 94, com horários definidos pela STCP mas operada integralmente com autocarros da Valpi.

Fontes:
- Site STCP
- Facebook STCP

14/01/13

Rescisões amigáveis arrancam este semestre


"O programa de rescisões amigáveis decorrente da fusão entre a Metro do Porto e a STCP vai ter início no primeiro semestre deste ano, avançou o Público. O processo irá afetar 180 trabalhadores, pretendendo-se que esteja concluído até ao final do ano de 2014.

As duas empresas já se encontram a trabalhar nos concursos que serão lançados para a concessão do serviço de transportes, estratégia esta delineada pelo Governo. Segundo fonte oficial do grupo, o programa está “aberto a todos os trabalhadores, reservando-se sempre o conselho de administração o direito de não rescindir com aqueles considerados não dispensáveis”. Sem divulgar ainda os valores das compensações a pagar aos trabalhadores, a mesma fonte revela que “os custos associados a este programa dependerão das condições que forem fixadas e do conjunto concreto de trabalhadores que a ele aderirem”.

A fusão da Metro do Porto e da STCP integra uma estratégia do Governo que pretende reduzir em vinte por cento o número de quadros face a 2010. Note-se que no relatório apresentado à Troika em setembro de 2012, as empresas públicas de transportes já apresentavam uma redução de 13,5 por cento no número de trabalhadores. Adicionalmente, o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, declarou que cerca de mil trabalhadores deverão, este ano, sair das empresas de transportes do Setor Empresarial do Estado."
 


29/11/12

(Quase) tudo o que precisa de saber sobre os novos tarifários da STCP

A partir do dia 1 de Janeiro de 2013, já deixa de existir o actual tarifário monomodal da STCP - que permite única e exclusivamente a sua utilização na sua rede de autocarros. Nessa altura existirá apenas o tarifário Andante que tem condições diferentes dos tarifários que vão deixar de existir.

Mal grado a existência de cartazes, folhetos, avisos na página da Internet da empresa, no seu Facebook e a bordo dos autocarros, julgo eu ser um dever da minha parte dedicar um artigo com algumas perguntas e respostas sobre o que aí vem em 2013. Seria, no entanto, um erro da minha parte pensar e afirmar que estas perguntas e respostas venham a responder a todas as questões que os leitores possam ter. Por isso, caso surja alguma dúvida, recomendo vivamente que se dirijam a uma loja Andante ou posto STCP ou, em alternativa, que contactem as linhas de atendimento da STCP (808 200 166 / 226 158 158) ou Andante (808 200 444 / 226 158 151).  

1 - Porquê o fim do tarifário da STCP? Quando é que ele acaba?

O tarifário monomodal STCP terminou por decisão do Governo, através do despacho normativo 1/2012 - não sendo, por isso, uma decisão da própria empresa. O fim dos tarifários STCP ocorrerá no próximo dia 1 de Janeiro de 2013.

2 - Quais as vantagens em aderir ao tarifário Andante?

As vantagens são várias. Primeiramente, pode utilizar todos os meios de transporte que aceitem este sistema, dentro de uma zona pré-definida. Ou seja, deixa de estar limitado somente aos autocarros da STCP. Pode utilizar os serviços do Metro do Porto, dos comboios Urbanos da CP e algumas carreiras de Operadores Privados. Por outro lado, passa a pagar apenas as zonas de que necessita para se deslocar, evitando por exemplo pagar uma mensalidade ou uma viagem por um serviço que realmente não vai usufruir. Tudo isto sem perder a facilidade de carregamentos das suas viagens ou da assinatura nos locais habituais, como os Agentes Payshop, os Postos STCP e as lojas Andante, por exemplo. 

3 - Quais as diferenças de zonas entre o tarifário Andante e o tarifário STCP?

Enquanto as zonas da STCP estariam essencialmente divididas em três (A - Porto; B - Periferia Norte; C -  Vila Nova de Gaia) o sistema de Zonas Andante consiste em zonas pré-definidas, conforme se ver no mapa em anexo. O número minimo de zonas em que se pode viajar são duas (bilhete ou assinatura Z2) enquanto que o número máximo de zonas é doze (Z12). 



4 - Os novos tarifários irão provocar um aumento de preços?

Depende muito de caso para caso. Por exemplo, alguém que viva no Hospital de S. João e tenha que se deslocar até á Foz (ambas na cidade do Porto) e que tenha uma assinatura normal (A - Porto), passa de uma mensalidade de 21 para 36 euros, dado que passaria a pagar a mensalidade de uma assinatura Z3. Todavia, se alguém residir por exemplo em Ermesinde (Valongo) e queira ir, por exemplo para Aldoar (Porto) e pague por uma assinatura mensal CP + STCP, acaba por pagar menos, pois o valor da assinatura CP + STCP é de 53,20 euros (32,20 da CP + 21 euros da STCP) enquanto que uma assinatura Z4 tem o valor de 47 euros - com a vantagem de se poder utilizar o comboio, autocarros e o Metro. Sugerimos uma consulta aos preços que abaixo anexamos, para se ter uma ideia dos valores a pagar.

Retirado do site da STCP

5 - Quais os tipos de assinaturas existentes? A quem se destinam?

As assinaturas existentes e os seus destinatários constam no quadro em anexo.


6 - Sou estudante. O Tarifário Andante tem preços específicos para mim?

Sim, o Tarifário Andante tem assinaturas com preços para estudantes.

7 - Tenho mais de 65 anos, e sou reformado com uma reforma de pequeno valor. Tenho passe STCP para fim de semana. O Tarifário Andante tem alguma assinatura para mim?

Sim, todavia, deixará de ter um tarifário especifico para os fins de semana. Pode adquirir uma assinatura mensal com as zonas que precisa de percorrer e usufruir dos tarifários Andante Social +. 

8 - Tenho passe da CP + STCP. Preciso de mudar de assinatura?

Sim, vai precisar de mudar a assinatura do seu tarifário STCP para um tarifário Andante. Se reside numa estação que não esteja abrangida nos percursos Porto - São Bento / Espinho; Porto - São Bento / Valongo e Porto - São Bento / Travagem pode manter a sua assinatura CP. Nos restante casos, embora possa manter uma assinatura da CP compensa mais fazer a mudança total para o Andante, pois as assinaturas são aceites nos percursos acima descritos, nos comboios suburbanos da CP.

9 - Tenho passe da CP e uso só o comboio. Preciso de mudar de assinatura?

Não. O passe da CP mantém-se inalterado. Todavia, nos percursos Porto - São Bento / Espinho; Porto - São Bento / Valongo e Porto - São Bento / Travagem pode alterar a sua assinatura para Andante e ganhar acesso a outros serviços de transporte. 

10 - Tenho passe de um Operador Privado e da STCP. Terei que mudar de assinatura?

Sim, mas só no que toca á parte da STCP - para o tarifário Andante. Mas existem Operadores Privados que aceitam Andante em algumas das suas carreiras, pelo que poderá compensar fazer a mudança integral para este tarifário.

11 - Onde posso alterar a minha assinatura? Quais os horários de atendimento?

Os locais de venda e os horários constam no quadro em anexo. 


12 - A alteração para o Tarifário Andante é gratuita?

Sim, é gratuita. Todos os clientes que já têm um cartão STCP podem simplesmente fazer a alteração de perfil para o Andante. A alteração de perfil não implica a compra de um novo cartão e pode ser feita com um carregamento da STCP que ainda esteja válido, sem que seja necessário carregar de imediato uma assinatura Andante.

13 - Que documentos necessito para poder usufruir do Andante Social +?

Os documentos são vários, e variam de caso para caso. Pode consultá-los no quadro em anexo. 


14 - Que acontecerá se precisar de comprar um bilhete a bordo do autocarro?

Não existirão quaisquer alterações. O Agente Único manter-se-á com as condições em vigor.

15 -  Ainda tenho viagens carregadas no meu bilhete STCP. Até quando posso utilizá-las?


Pode utilizá-las até ao dia 31 de Janeiro de 2013.


Fontes:
- Folhetos da STCP que se encontram a bordo dos autocarros (Novembro 2012);
- Site da STCP
- Site da CP
- Site do Andante

29/10/12

Greves, formas de luta e de comunicação entre trabalhadores

Em qualquer empresa, num país democrático, a greve é um direito consagrado e uma forma legitima de luta. Independentemente das motivações que levam os trabalhadores a fazerem greve, a verdade é que esta forma tem sido utilizada em Portugal ao longo das últimas décadas, desde o 25 de Abril.

É uma verdade que, quando se trata de transportes colectivos, quem sofre mais com as greves são os passageiros que a utilizam. São as filas de espera nas paragens, são as frustrações que cada pessoa carrega consigo, a angústia de não chegar a horas ao emprego. É a incerteza do transporte que nunca mais chega. E é a sensação amarga de (quem tem passe ou comprou uma senha com viagens carregadas) de ter pago por um serviço que não usufrui.


 Aviso de Greve por parte da STCP, retirada do site da empresa.

E é certo que amanhã, no Porto e nos concelhos à volta, vamos ter mais um dia assim - cerca de oito horas - sem que boa parte dos serviços da STCP estejam a funcionar normalmente. É certo que existirão alguns motoristas que se apresentarão ao trabalho e farão as linhas que lhes atribuírem, como se fosse um dia normal. 

O que é certo, é que desde o advento da democracia no nosso país, as greves têm sido uma forma de luta por parte dos trabalhadores da STCP e os sindicatos têm sido as organizações que se batem pela defesa dos interesses de quem trabalha. A verdade é que a "revolução dos cravos" despertou nas pessoas a necessidade (e também a liberdade) dos trabalhadores se organizarem para discutir os seus problema laborais e também defenderem os seus interesses junto de quem dirige a empresa, nomeadamente, o Conselho de Gerência (agora designado Conselho de Administração).


Greves
Hoje vamos recordar uma das (muitas) greves que se sucederam na empresa, nomeadamente em Novembro de 1976. A greve sucedeu-se devido ao facto dos motoristas terem assinado um Contrato Colectivo de Trabalho com a Empresa, em que algumas das clausulas não estariam a ser cumpridas por aquela entidade (nomeadamente subsídios relacionados com as refeições). Foi uma greve que durou alguns dias (oito), o tempo suficiente para que se tornasse impopular junto dos passageiros - impopularidade essa que os jornais ajudavam a transmitir, quer através das noticias, quer através das crónicas de opinião de alguns jornalistas.Até porque seriam as "classes desfavorecidas" que "andariam a pé"...

Primeira página de "O Comércio do Porto", Novembro de 1976

E com efeito, nessa semana, os efeitos da greve fizeram-se sentir e em força. Na empresa, só a frota de carros eléctricos se apresentou ao serviço, o que, naturalmente, fez com que os eléctricos andassem á pinha. Era perfeitamente visível a existência de filas nas paragens, e, à medida que o tempo passava, a impaciência dos passageiros aumentava e os artigos de opinião nos jornais (nomeadamente, "O Comércio do Porto) reflectiam precisamente o sentimento de desagrado de toda a população. Até porque se a luta dos trabalhadores era "justíssima", a verdade é que os motoristas do STCP estariam a "prejudicar outros trabalhadores" com esta greve.



Diversas páginas de "O Comércio do Porto", Novembro de 1976

E assim, quando a greve foi levantada, foi com "simpatia e carinho" que o público recebeu os motoristas, quando estes voltaram ao trabalho. Todavia, nem tudo foram rosas, até porque na recolha da Areosa (onde estavam estacionados os tróleis) assistiram-se a alguns incidentes, nomeadamente pedradas na portaria e nos vidros de um trólei.

Noticia retirada de "O Comércio do Porto", Novembro de 1976

Depois desta greve, muitas outras se seguiriam. Umas de zelo (a "greve da mala" dos cobradores) e outras em que as viaturas não saíam das estações de recolha. É uma situação que tem ocorrido até aos nossos dias, e amanhã será mais um exemplo de como a greve é uma forma de luta. 


Formas de luta e de comunicação
Mas quando se quer lutar por melhores condições de trabalho, fazer-se representar junto de quem decide na empresa, é necessário organizar uma estrutura para esse fim. E para isso é necessário gente que se disponha a fazer esse trabalho. E também é necessário esclarecer, e informar os trabalhadores dos seus direitos, dos seus deveres - e daquilo pelo qual se pode e deve lutar.

Se é verdade que hoje as formas de comunicação estão muito mais facilitadas - a Internet, com o Facebook, os blogues, as páginas de cada organização, os fóruns - anteriormente não era assim tão fácil comunicar com todas as estruturas da empresa.

Talvez por isso (e porque também no pós 25 de Abril a ideologia comunista tinha uma enorme influência junto das classes trabalhadoras) surgiu, entre os trabalhadores do STCP, a ideia de fazer um jornal de, e para quem lá trabalhava. Tive acesso a alguns números (não muitos), embora não possa dizer concretamente qual a duração do jornal. Posso dizer que a maioria dos exemplares datava de 1975. Uma altura fortemente conturbada, portanto.
Primeira página de "Jornal dos Trabalhadores do STCP", Abril de 1975

Basicamente, os assuntos passavam desde a organização de um sindicato único para todos os trabalhadores dos Transportes Colectivos a nivel nacional, ou as negociações junto do Conselho de Gerência; até aos assuntos mais correntes, como o (mau) comportamento de algumas chefias ou as peripécias protagonizadas por pessoal que, alegadamente, teria mais qualificações que os motoristas e mecânicos. 

Uma página do jornal referido

Confesso que não sei onde o jornal era editado, mas quem o lia e quisesse de forma alguma participar, com opiniões ou artigos, teria que o enviar para um apartado na Areosa. Portanto, desconfio que era na Recolha que o Jornal era escrito e impresso.

Uma carta aberta ao Conselho de Gerência e uma noticia de publicação do Acordo Colectivo de Trabalho no "Jornal dos Trabalhadores do STCP".

Actualmente, os trabalhadores da STCP encontram-se representados por vários sindicatos: STRUN (Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes Rodoviários e Urbanos do Norte), SITRA (Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes de Portugal) SNM (Sindicato Nacional dos Motoristas). Encontram-se igualmente representados por uma Comissão de Trabalhadores,  que, segundo a sua página no Facebook "Representa todos os trabalhadores permanentes da STCP, independentemente do grupo profissional em que se enquadrem e da função e ou categoria profissional que desempenhem, sem qualquer discriminação baseada no sexo, raça, idade, convicções politicas, sindicais, religiosas, ou qualquer outro facto que atente contra os direitos, liberdades e garantias fundamentais do homem. A CT-STCP é composta por 11 elementos eleitos para mandatos de 2 anos." Esta comissão nasceu em Abril de 1983 e exerce as suas funções em todos os locais de operação da empresa. 


Fontes:
-  Jornal "O Comércio do Porto", Novembro de 1976 (Arquivo da Biblioteca da Faculdade de Letras da Universidade do Porto)
- "Jornal dos Trabalhadores do STCP", 1975 (Vários exemplares - Arquivo da Biblioteca Pública Municipal do Porto) 
-  Jornal de Noticias (www.jn.pt)
-  Site da STCP (www.stcp.pt)

25/09/12

Adeus ZL, viva a 209!

A partir do dia 1 de Outubro, a STCP vai implementar uma mudança - importante - numa das suas linhas. A actual linha ZL (Zona Lordelo) terá um prolongamento do seu percurso e deixa de ser uma linha circular. Passará a ser a linha 209 (Prelada - Boavista). 

Retirado do Site da STCP.

Esta alteração visa servir os utentes do Hospital da Prelada, assim como os residentes nas áreas do Campo Alegre, Cidade Cooperativa da Prelada, Pasteleira e Mouteira. Também vai ser mais uma opção para as pessoas que trabalham e estudam nas faculdades instaladas no Campo Alegre.

Esta alteração vem ao encontro das solicitações de diversas entidades - Câmara Municipal do Porto, Junta de Freguesia de Ramalde, Hospital da Prelada - assim como dos utentes do Hospital e da Cidade Cooperativa. Esta linha, para além de servir estas localidades, permitirá uma maior acessibilidade a outros meios de transporte, como o Metro (dado que terá uma paragem no interface da Casa da Música).

O percurso terá oito quilómetros, com 21 paragens no sentido Pasteleira - Prelada, enquanto que no sentido contrário existirão 23 paragens. Contar-se-á com um tempo médio de 33 minutos em cada viagem, fruto da melhoria da rede viária e da existência de novas ruas. 

A linha funcionará todos os dias, entre as 6h45 e as 19h30. Terá frequências de 30 em 30 minutos (semana) e de 40 em 40 minutos (fim-de-semana).

15/08/12

Greve na STCP com pouca expressão

"A greve desta quarta-feira na Sociedade de Transportes Coletivos do Porto não teve reflexos no serviço da madrugada e afetou apenas o serviço de 10 dos 115 autocarros escalados para o princípio da manhã, disse fonte da transportadora. 

Cerca das 9 horas, estavam em circulação 105 dos 115 autocarros previstos, ou seja, 91,3% da frota escalada, afirmou a fonte.  

A rede da madrugada funcionou a 100%, acrescentou, citando números da 1 hora. 

Contactado pela agência Lusa, o dirigente sindical Jorge Costa admitiu que estes números "não estão muito distantes da realidade" e das previsões das estruturas representativas dos trabalhadores, "que apontavam para adesões à greve de 20 a 30%, nas primeiras horas dos turnos. 

Jorge Costa disse que as instruções dadas aos trabalhadores foram no sentido de pararem na ponta final dos turnos, "de forma a minorarem o seu prejuízo". 

Neste sentido, o dirigente sindical previu que os reflexos da greve se façam sentir mais nos períodos entre as 12 e as 14 horas, bem como no final do dia. 

Os sindicatos rodoviários convocaram para esta quarta-feira greves em diversas operadoras públicas para contestar as alterações introduzidas na revisão do Código do Trabalho". 





01/07/12

Trabalhadores da STCP ameaçam com greve indeterminada

"A comissão de trabalhadores (CT) da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) pediu a intervenção urgente do primeiro-ministro na nomeação de novo conselho de administração da empresa e ameaçou com uma greve indeterminada caso isso não aconteça.

"Solicitamos a intervenção imediata do Exmo. Sr. primeiro-ministro na nomeação do novo conselho de administração, já que não podemos aceitar que a responsabilidade do Governo se limite a cortar os subsídios de férias e de Natal dos nossos trabalhadores e a subir os preços dos tarifários dos transportes públicos", escreveu a CT numa carta dirigida sábado ao primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

A CT da STCP afirma que, "caso não seja nomeado o conselho de administração até ao final do mês de julho", vai ser efetuado um pré-aviso de greve "por tempo indeterminado".

Apesar da posição da CT, fonte oficial do Ministério da Economia disse à Lusa na sexta-feira que André Sequeira e César Navio já assumiram funções como únicos elementos executivos da nova administração, com o conselho de administração liderado por Fernanda Meneses a ter cessado funções no sábado.

"As competências de governação do Exmo. Sr. ministro da Economia e do Exmo. Sr. secretário de Estado dos Transportes não podem ser apenas céleres na difamação acerca de falsas mordomias e muito lentas na resolução dos problemas", acusa a comissão de trabalhadores da empresa de transportes, acrescentando que o Governo está a "abandonar o Porto e a sua Área Metropolitana", num processo que classifica de "trapalhada" e "vergonha".

No início de junho, o presidente da Junta Metropolitana do Porto, Rui Rio, indicou que o modelo de governo para as empresas de transportes do concelho estava já fechado.

O autarca disse, na altura, que STCP e Metro partilhariam o mesmo conselho de administração executivo (três elementos), mantendo a empresa de transporte ferroviário mais quatro administradores não executivos, três dos quais indicados pela JMP.

No entanto, João Velez de Carvalho foi o nome proposto pelo Governo para presidente da administração da Metro do Porto já aprovado pela JMP na reunião de sexta-feira, mas que não chegou a ser eleito devido à suspensão da assembleia-geral da empresa nesse mesmo dia por ausência do representante do Estado.

A assembleia-geral da Metro do Porto, agendada para sexta-feira com o objetivo de eleger os novos órgãos sociais, foi suspensa por 15 dias, mantendo-se Ricardo Fonseca na presidência do conselho de administração.

Ainda na sexta-feira, o também presidente da JMP, Rui Rio, afirmou à Lusa que houve "interferências" de membros do Governo na tentativa de eleição da nova administração da Metro do Porto, para "politicamente fragilizar mais o ministro da Economia"."

Fonte: Jornal de Noticias

30/06/12

Novos mini-autocarros entram ao serviço

Entraram esta semana ao serviço os novos mini-autocarros da STCP. São dez autocarros que já estão à disposição dos clientes desta empresa, nomeadamente na linha ZM (Zona Massarelos) e ZF (Zona Francelos), juntando-se assim ás Mercedes Sprinter que já faziam estas linhas.

Estes autocarros, montados pela Salvador Caetano e assentes sobre a plataforma Volkswagen Crafter, têm capacidade para 20 lugares (18 lugares, se levar uma cadeira de rodas), dos quais 15 são sentados. Contam igualmente com duas portas de acesso (uma delas na traseira), ar condicionado, câmara de vigilância, acesso fácil a cadeira de rodas entre outras funcionalidades. 

(Retirado do Facebook da STCP)

A entrada ao serviço destes autocarros (que são dez, ao todo) permitirá que a linha ZR (Zona Rio) passe a ser operada com veículos STCP. Esta linha terá igualmente uma alteração importante no seu percurso, passando a servir a área da Bonjóia, em Campanhã. Certamente uma boa novidade para os habitantes daquela localidade e para a junta de freguesia de Campanhã, que já havia solicitado à STCP esta alteração.

 (Retirado do Facebook da STCP)




25/06/12

STCP devolve a privados linhas exploradas por contrato

"As linhas da Empresa de Transportes Gondomarense (ETG)e da Auto-Viação Pacense que a Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) estava a explorar vão ser retomadas pelas empresas que detém as concessões. Num comunicado, a STCP informa que, a partir de dia 1 de Julho, as linhas 10, 55, 68, 69 e 70 voltam a ser exploradas diretamente pela ETG, acontecendo o mesmo com a linha 64, que volta a ser explorada pela Pacense.
As linhas referidas manterão válido, até final de 2012, o tarifário monomodal STCP, a par do tarifário Andante. “Só muda a responsabilidade pela operação e pela informação sobre as linhas”, informa a STCP, adiantando que os percursos continuarão a ser os mesmos.
Estas linhas estavam a ser exploradas pela STCP na sequência de contratos estabelecidos com as duas empresas privadas, que detinham as concessões. “A transferência da responsabilidade de exploração surge na sequência de um conjunto de medidas de reestruturação do sistema de transportes ditadas pelo Governo, enquadradas pelo Plano Estratégico de Transportes”, explica a STCP."


NB: Há apenas uma pequena correcção que pretendo fazer: a STCP não vai devolver as linhas exploradas por contrato, vai sim devolver quatro linhas exploradas a contrato e vai dar uma à ETG.
A linha que irá ser dada é a 55, que começou a ser operada por autocarros da STCP. A linha foi inaugurada em Abril de 1974 (uns breves dias antes do 25 de Abril) e nessa altura a STCP (ainda) não pensava em celebrar contratos desta natureza.
E aqui segue uma prova daquilo que está a ser afirmado - um artigo do saudoso jornal "O Comércio do Porto", datado dessa altura.


31/05/12

Serralves em Festa

Nos próximos dias dois e três de Junho, a Fundação de Serralves irá realizar uma festa cultural, na qual estará aberta ao público durante quarenta horas seguidas.

É uma excelente oportunidade para todos aqueles que apreciam cultura e arte, assim como os jardins da Casa de Serralves, dado que a entrada é inteiramente gratuita.

E numa festa deste tipo, a STCP não deixa de estar presente. Para além da oferta regular (a Fundação de Serralves é servida pelas linhas 201, 203, 502 e 504) estarão disponíveis dois serviços de vaivém: um (diurno), que ligará a Casa da Música a Serralves e outro (nocturno) que ligará a baixa do Porto a Serralves. Ambas as ligações terão uma frequência de 30 minutos, cada uma. 


No entanto, é preciso ter em conta que enquanto o vaivém Baixa - Serralves é gratuito; o vaivém Casa da Música Serralves é pago, segundo o tarifário comercial em vigor. 


Como se pode ver, a utilização deste serviço será uma excelente opção para quem quer vir a este festival, visto que poderá ser mais económico e com menos inconvenientes do que trazer o carro, dado que o estacionamento na área de Serralves não é propriamente fácil. No entanto, espera-se que esta festa seja um enorme sucesso, como aliás, tem sido hábito nos últimos anos. E espera-se que este evento passe de um hábito a tradição. Uma tradição seguida por milhares e milhares de pessoas, algumas delas, utilizadoras dos serviços da STCP e do Metro do Porto.


(Retirado do portal Transportes XXI)

22/05/12

STCP anuncia equilíbrio operacional pela primeira vez em 40 anos

"A administração da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto anunciou, esta terça-feira, que a empresa atingiu o "equilíbrio operacional", pela primeira vez desde a década de 1970.

Segundo uma nota à imprensa "a taxa de cobertura dos gastos operacionais pelos proveitos operacionais, excluindo os gastos com as amortizações e incluindo a cobertura do serviço social prestado, atingiu em Abril de 2012 os 100% pela primeira vez, com um EBITDA positivo de 1,9 milhões de euros".

Na mesma nota, a administração da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) afirma que regista um "aumento da receita de transporte em cerca de 10%" apesar de "uma quebra na procura de 9,5%". Um desempenho que a STCP atribui a "medidas de racionalização" nomeadamente "a saída de 1500 trabalhadores" nos últimos 14 anos. Em abril, o efetivo da empresa era de 1300 trabalhadores. 

A administração liderada por Fernanda Meneses, que cessará em breve funções, afirma no comunicado que o que "STCP antecipa objetivo assumido pelo Governo", ao atingir o equilíbrio operacional.

Segundo os números divulgados, "o resultado operacional melhorou cerca de 10% relativamente a 2011 não obstante a redução dos subsídios de exploração devidos pelo serviço social prestado em quase 3 milhões de euros". Para este resultado terão contribuído "as diminuições de 17% dos gastos com pessoal e de 11% dos gastos de depreciações e amortizações", afirma a nota à imprensa.

No entanto, os resultados financeiros, sem SWAPS, foram de 6,7 milhões de euros negativos, contra 3,4 milhões de euros negativos em 2011, "em resultado da dívida histórica da empresa e do elevado custo do dinheiro", segundo a administração da STCP."

16/05/12

Trabalhadores da STCP solicitam intervenção de Cavaco Silva

A Comissão de Trabalhadores (CT) da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) solicitou a intervenção do Presidente da República para pôr fim "à intervenção abusiva do Conselho de Administração da empresa nas eleições da CT".

Os representantes dos trabalhadores denunciam, numa carta enviada a Cavaco Silva, a "tentativa clara" da administração "de denegrir o coordenador da CT", que se recandidata ao cargo. As eleições realizam-se na quinta-feira.

"Esta CT repudia o comportamento do Conselho de Administração (CA) na tentativa de denegrir a imagem do nosso coordenador, em momento eleitoral (...), pelo motivo de este órgão ter exigido a intervenção e fiscalização do Governo nos atos de gestão pouco claros, na nossa opinião, e sem informação a esta CT (venda de património, entre outros)", lê-se numa carta enviada na terça-feira a Cavaco Silva, a que a Lusa teve hoje acesso.

Os representantes dos trabalhadores lembram que "a CT rege-se pela intervenção democrática de todos os seus membros, legalmente eleitos, no Centro de Gestão da Empresa, logo, é de todo inadmissível que uma atitude da CT seja personificada no seu coordenador numa 'Informação' difundida a todos os trabalhadores da empresa com o objetivo claro de denegrir a sua imagem".

"Esta atitude é ainda mais grave porque a STCP está em período eleitoral para a CT e o nosso coordenador é um 'cabeça de lista' de um grupo de trabalhadores para o próximo mandato deste órgão", lê-se.

Assim, os representantes dos trabalhadores solicitam "os bons ofícios" do Presidente da República, "no âmbito de cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa, no apuramento de responsabilidades do ora denunciado".

A CT da STCP pediu, na segunda-feira, a "intervenção urgente" do Governo na empresa para acabar com a "gestão danosa" do Conselho de Administração.

Na carta aberta enviada ao secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, a CT solicitava a "intervenção de todos os órgãos de fiscalização e soberania para colocar um fim à hiperatividade lesiva aos interesses da STCP dos últimos três meses por parte desta administração em gestão", lembrando que o seu mandato terminou a 31 de dezembro do ano passado.

Contactada pela Lusa, a administração "desmentiu categoricamente todos os pontos contidos na carta" e "apenas pode compreender e lamentar que a carta e o seu conteúdo, totalmente inverosímil" tenha sido dada à comunicação social "no âmbito das eleições para a CT".

"A STCP não pactua com manobras eleitorais e lamenta a tentativa de manipulação da comunicação social que elementos recandidatos à CT fazem, utilizando em benefícios pessoais um órgão importante como é a CT", acrescentou a administração.

A administração adiantou ainda "reafirmar a defesa intransigente e permanente dos interesses da empresa", afirmando que "tal é demonstrado indubitavelmente pelos resultados apresentados nos últimos anos que fazem da STCP a melhor empresa de transporte público em Portugal".

A Comissão de Trabalhadores, por outro lado, considera "crucial" que as contas e contratos celebrados pela administração sejam retificados pelo Tribunal de Contas e órgãos de soberania "face às medidas lesivas que têm vindo a ser adotadas" nos últimos meses.

Fonte: Jornal de Noticias

14/05/12

Trabalhadores da STCP acusam administração de "gestão danosa"

A Comissão de Trabalhadores da Sociedade de Transportes Colectivos do Porto pediu esta segunda-feira uma "intervenção urgente" do Governo na empresa para acabar com a "gestão danosa" do Conselho de Administração. 

Numa carta aberta enviada ao secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, a Comissão de Trabalhadores (CT) solicita a "intervenção de todos os órgãos de fiscalização e soberania para colocar um fim à hiperatividade lesiva aos interesses da STCP dos últimos três meses por parte desta administração em gestão", lembrando que o seu mandato terminou a 31 de dezembro do ano passado.

Contactada pela Lusa, a administração "desmente categoricamente todos os pontos contidos na carta" e "apenas pode compreender e lamentar que a carta e o seu conteúdo, totalmente inverosímil" tenha sido dada à comunicação social "no âmbito das eleições para a CT", que decorrerão na quinta-feira.

"A STCP não pactua com manobras eleitorais e lamenta a tentativa de manipulação da comunicação social que elementos recandidatos à CT fazem, utilizando em benefícios pessoais um órgão importante como é a CT", acrescenta a administração.

A administração adianta ainda "reafirmar a defesa intransigente e permanente dos interesses da empresa", afirmando que "tal é demonstrado indubitavelmente pelos resultados apresentados nos últimos anos que fazem da STCP a melhor empresa de transporte público em Portugal".

A Comissão de Trabalhadores, por outro lado, considera "crucial" que as contas e contratos celebrados pela administração sejam retificados pelo Tribunal de Contas e órgãos de soberania "face às medidas lesivas que têm vindo a ser adotadas" nos últimos meses.

Os trabalhadores criticam o facto do encerramento da atividade de exploração de autocarros turísticos panorâmicos da empresa STCP Serviços ter ocorrido "um mês antes de o administrador nomeado pela STCP abandonar o CA e no 'dia seguinte' ser contratado pela empresa Douro Azul, iniciando um serviço com as mesmas características".

"Todo este processo é, no mínimo, ética e moralmente atacável, sendo mais grave quando tomado em final de mandato", afirma.

Também a assinatura de um contrato em final de abril com o operador privado ETG, "com um conjunto de contrapartidas que vão para além das definidas pelo Grupo de Trabalho nomeado pela Secretaria de Estado dos Transportes" é alvo de críticas.

Os trabalhadores acusam ainda a administração de vender viaturas Mercedes por um valor muito abaixo do valor de mercado "sem abertura de concurso ou anúncio para venda", bem como criticam a STCP por estar a reparar motores por 25 mil euros quando os mesmos motores novos e com garantia de 18 meses custam 11.500 euros.

A CT condena ainda "o silêncio da administração" na defesa da empresa, "quando difundem aos sete ventos os bons resultados operacionais da Metro do Porto, numa ação de clara promoção da empresa antes do anunciado processo de fusão" da Metro e STCP.

"Este CT não compreende que não difundam na mesma informação que 66 por cento do CA são quadros da Metro do Porto", sublinha.

Para a CT, "esta gestão revela-se danosa ao interesse dos dinheiros públicos num claro favorecimento aos operadores privados e às justificações pouco plausíveis dos resultados de gestão do próprio CA".

"O CA tem mostrado mais vitalidade nos últimos três meses do que nos seis anos de mandato em plena funções", constatam os trabalhadores.

Fonte: Jornal de Noticias

07/05/12

Cortejo da Queima das Fitas - Alterações ao Serviço

Amanhã, dia 8 de Maio, realiza-se mais um Cortejo da Queima das Fitas, da Academia do Porto. Será mais um dia especial para todos os estudantes do ensino superior desta cidade (e arredores) e que tornará as ruas da Baixa do Porto completamente diferentes por um dia. 


Retirado do Facebook da STCP
 
O desfile, como de costume, realizar-se-á com o seguinte trajecto (salvo alguma alteração de última hora): Rua da Restauração, Cordoaria, Rua dos Clérigos, Praça da Liberdade e Avenida dos Aliados.
Num desfile desta natureza, e tendo em conta que os arruamentos acima referidos vão encher-se de estudantes, familiares e até mesmo de simples curiosos, prevêem-se fortes perturbações do serviço da STCP. Enquanto que na maioria das linhas prevêem-se alterações de percursos, noutras prevêem-se encurtamentos de percurso, com alterações dos términos na cidade do Porto. Prevê-se igualmente a supressão de uma linha, neste caso a ZM.

Assim, recomenda-se que:
- Que se planeie atempadamente os trajectos que amanhã se vão fazer. É preciso não esquecer que haverão alterações do serviço a partir do meio-dia, e que durarão toda a tarde e parte da noite;
- A partir do meio-dia, e dependendo da linha que vai utilizar, que se dirijam aos locais onde se realizarão os trajectos alternativos;
- Se contacte a STCP no sentido de se saber quais são as ruas contempladas pela designação etc, que é indicado nalgumas linhas descritas neste cartaz.

Prevê-se que na Quarta-Feira, dia 9 de Maio, os serviços voltem a funcionar normalmente.

06/05/12

Autocarros da Queima (2)

Desde a noite de ontem para hoje que já está em curso a operação especial da Queima das Fitas, da STCP. Como foi noticiado anteriormente, a empresa disponibiliza duas ligações especiais: uma parte da Trindade e a outra tem como origem a Areosa (até ás 2:30), e o Hospital de São João (a partir das 2:30). Ambas têm como destino o Queimódromo, situado nos terrenos do Parque da Cidade.

   Retirado do Facebook da STCP 
 
Para além deste serviço especial, a STCP continua a disponibilizar aos seus clientes os serviços das linhas 1M, 205, 501 e 502 dentro dos horários habituais. Lembro que estas cinco linhas não são gratuitas, ao contrário dos vaivéns acima referidos. Como tal, todos os passageiros devem estar munidos do seu bilhete ou passe. 
Os vaivéns são directos - ou seja, não têm paragens intermédias - para que os estudantes possam chegar ao Queimódromo o mais rapidamente possível. Por isso alerta-se que se deve sempre apanhar os vaivéns na Trindade, na Areosa, ou no Hospital de S. João para a ida. No regresso, o Queimódromo é a única alternativa possível para o embarque nos vaivéns. 

        Retirado do Facebook da STCP

Recordo mais uma vez que a STCP coloca á disposição de todos os utilizadores dos vaivéns autocarros de grande capacidade, preparados para levar todos os estudantes (e não só) para as noites da Queima das Fitas. E as frequências, recorde-se, e dependendo dos dias, variam entre os 12 e os 20 minutos. Por isso, se perder um autocarro (ou não tiver lugar), não terá que aguardar muito tempo até chegar outro... :-) 

Assim, está tudo reunido para uma Queima das Fitas inesquecível. Espera-se então que todos os estudantes (e não só) aproveitem a Queima das Fitas da melhor forma,  visto que este festa é uma etapa única na vida académica de qualquer pessoa que frequente o ensino superior. 

01/05/12

Câmara e oposição contra suspensão da linha da STCP que iria servir Centro de Reabilitação do Norte

"A Câmara de Gaia e a oposição socialista criticaram a diminuição na frequência e futura suspensão da linha ZF da STCP, lembrando a abertura para breve do Centro de Reabilitação do Norte, que poderá potenciar a sua rentabilidade.


"Atendendo a que futuramente, e esse futuro é muito em breve, vamos ter uma grande unidade hospitalar, que é o Centro de Reabilitação do Norte (CRN), na esfera de influência da carreira ZF, achamos que ela deve ser mantida e deve até ser reforçado o seu horário", assinalou o vice-presidente da câmara de Gaia em declarações à Lusa.
Firmino Pereira admitiu mesmo que a autarquia irá "escrever ao conselho de administração da STCP no sentido de reforçar os horários" não só "porque há munícipes que se queixam da pouca frequência da linha ZF" mas também pela "sua importância" perante o "futuro funcionamento do CRN". 

Atualmente, a linha ZF (Zona de Francelos) está a funcionar "com muito pouca frequência" pelo que "não serve o interesse da população", assinalou.
O alerta para a redução da frequência e possível supressão da linha foi dado pela oposição socialista que levou segunda-feira "pela terceira vez" o assunto à reunião de câmara.
"É um assunto reincidente. Já o trouxe três vezes à reunião de câmara, a maioria mostra-se concordante com a nossa posição mas não tem tido força para convencer a STCP e a Autoridade Metropolitana", disse à Lusa o vereador socialista Eduardo Vítor.
O autarca frisou a importância da linha ZF que "liga Valadares (zona do CRN) ao centro de Gaia e depois ao Porto", destacando que "não há nenhuma carreira, pública ou privada, que sirva o trajeto que chega ao CRN". 
 
"Daqui a quatro meses teremos a inauguração do CRN. Desafio a STCP a dar-me um exemplo de uma linha com um potencial de crescimento tão grande como a ZF", sublinhou.
E se a câmara irá procurar intervir junto da STCP, a oposição socialista diz mesmo que se não tiver qualquer resposta irá "avançar diretamente para a Autoridade Metropolitana de Transportes do Porto que tem a obrigação de se impor à STCP [perante] este desvario".
Contactado pela Lusa, o Conselho de Administração da STCP diz que a ZF é "uma linha local, de procura muito baixa a atuar num espaço geográfico em que outro operador também tem concessão". 

Esclarece também que "a suspensão da linha ZF consta da proposta do Grupo de Trabalho criado na sequência do Despacho n.º 13371/2011, D.R. n.º 192, Série II, de 2011-10-06, do Ministério da Economia e do Emprego -- Gabinete do Secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, grupo de trabalho esse que tinha como objetivo apresentar uma proposta de revisão das redes de transportes públicos na Área Metropolitana do Porto".
"O relatório foi entregue conforme solicitado à Secretaria de Estado das Obras Públicas Transportes e Comunicações a 30 de Novembro de 2011 e validado pela mesma a 25 de janeiro de 2012", remata. "

Fonte: RTP